Árvore cai, bloqueia avenida e deixa comércio sem energia em Campo Grande
Queda ocorreu na Presidente Vargas e obrigou motoristas a desviar; comerciantes relatam prejuízos neste sábado

Uma árvore de grande porte caiu na Avenida Presidente Vargas, em frente ao 20º RCB (Regimento de Cavalaria Blindado), em Campo Grande, na manhã deste sábado (8), bloqueando o trânsito e atingindo a rede elétrica. A queda deixou moradores e comerciantes da região sem energia e provocou desvios no tráfego.
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Segundo moradores, a árvore caiu por volta das 8h30, durante um período de ventos fortes na Capital. Com o tronco atravessado sobre a pista, veículos que seguiam pela Presidente Vargas precisaram buscar caminhos alternativos.
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No sentido da Avenida Euler de Azevedo, motoristas desviavam pela Rua Professor Tanu Pilai. Para quem fazia o trajeto no sentido contrário, em direção à região central, uma das alternativas era a Rua Tercília de Melo.
Militares do 20º RCB permaneceram próximos à faixa de pedestres orientando os motoristas sobre os desvios e auxiliando no controle do trânsito.

Moradora da região, Mari Codacura, de 59 anos, conta que caminhava pelo local quando a árvore caiu. Segundo ela, não houve barulho que indicasse que a queda estava prestes a ocorrer. “Foi de repente. Eu estava caminhando e, de repente, ela caiu”, relata.
Mari afirma que já tinha receio de que a árvore pudesse cair e diz ter solicitado à prefeitura o corte há cerca de dois anos. Segundo a moradora, o pedido não havia sido atendido. A árvore caiu pela raiz. “Eu já tinha receio que essa árvore fosse cair”, afirma.
A queda também atingiu a fiação elétrica e interrompeu o fornecimento de energia para imóveis próximos.

Funcionário de um lava-jato localizado na esquina, Aguinaldo Riquelme, de 49 anos, conta que a falta de energia paralisou as atividades do estabelecimento. “Pegou todo mundo de surpresa. Agora a gente está sem energia, não tem como trabalhar, está tudo parado, porque até o pneu para a gente trocar precisa de energia. Agora é esperar para ver o que vai acontecer”, relata.
Comércio sente prejuízo
A interrupção ocorreu em um sábado particularmente importante para o comércio: a véspera do Dia dos Pais.
Sócio de uma loja de roupas masculinas na região, Lucas Marcel, de 30 anos, chegou ao estabelecimento por volta das 11h e já havia sido avisado por uma vizinha sobre a falta de energia. Sem saber quando o serviço seria restabelecido, ele ainda avaliava com o outro sócio se manteria a loja aberta.

Segundo Marcel, caso o estabelecimento precise permanecer fechado neste sábado, a estimativa é de perda equivalente a 30% do lucro esperado no mês, devido ao peso das vendas da véspera do Dia dos Pais.
“Atrapalha a gente por conta da climatização, e hoje é um dia quente. Então acaba que a gente não consegue ter o melhor atendimento para os clientes. Em questão de pagamento, ainda conseguimos fazer com Pix ou dinheiro”, explica.
O comerciante também relata a intensidade do vento durante a manhã. No trajeto até a loja, diz que a viseira do capacete que utilizava na motocicleta chegou a voar. “Na cidade tem muitas árvores que são muito antigas. Acho que não vai ser só aqui que vai cair, porque está ventando muito hoje”, afirma.
Por volta das 11h20, uma equipe da concessionária de energia já trabalhava no local. Um funcionário informou à reportagem que os fios que estavam dificultando o fluxo de veículos haviam sido cortados. O fornecimento de energia foi interrompido depois que o sistema de proteção desarmou com a queda da árvore, e a equipe avaliava a retirada de galhos e intervenções na rede para restabelecer o serviço na região.
A Defesa Civil de Campo Grande informou que recebeu o chamado sobre a queda da árvore de grande porte, que estava em contato com a rede elétrica, e encaminhou a ocorrência à Energisa. Segundo o órgão, por se tratar de uma árvore energizada, a concessionária precisa atuar primeiro no local. A Defesa Civil informou ainda que poderá prestar apoio à ocorrência e orientou os moradores da região a reforçarem o chamado junto à empresa.

De acordo com o funcionário da concessionária ouvido no local, a retirada da árvore não seria responsabilidade da empresa. Moradores relataram que já haviam solicitado atendimento dos órgãos responsáveis e aguardavam a remoção para a liberação da via. O Corpo de Bombeiros também foi acionado pela reportagem, mas não havia respondido até a publicação da matéria.

