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Economia

Dólar cai a R$ 5,10 e acumula perda de 7% desde o início do ano

Moeda recuou 0,11% nesta terça (22); mercado também acompanhou juros, petróleo e bolsa brasileira

Por Gustavo Bonotto | 22/09/2026 19:12
Dólar cai a R$ 5,10 e acumula perda de 7% desde o início do ano
Cédula de cem dólares tem rosto de Benjamin Franklin, diplomata americano "pai" fundador dos Estados Unidos. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial fechou esta terça-feira (22) em queda de 0,11%, cotado a R$ 5,1028, e ampliou a desvalorização acumulada em setembro. O movimento ocorreu em um pregão marcado pela divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária), pela queda do petróleo no exterior e pela expectativa sobre os próximos passos dos juros no Brasil. A cotação para turismo terminou em R$ 5,302, com baixa de 0,03%.

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O dólar comercial fechou a terça-feira (22) em queda de 0,11%, a R$ 5,1028, acumulando recuo de 1,48% em setembro e 7,03% no ano. A bolsa subiu 0,44%, aos 187.423 pontos, com o Ibovespa avançando 16,35% em 2024. A ata do Copom sinalizou desaceleração econômica, mas manteve cautela sobre a inflação. No exterior, o petróleo Brent caiu 1,03%, a US$ 99,31 o barril.

Com o resultado desta terça, a moeda norte-americana passou a acumular queda de 0,80% na semana e de 1,48% no mês. Desde janeiro, o recuo chega a 7,03%, o que mantém o dólar pouco acima da faixa de R$ 5,10. A trajetória reflete a valorização do real ao longo do ano, apesar das oscilações provocadas por juros, dados de inflação e mudanças no cenário externo.

A bolsa brasileira acompanhou o ambiente mais favorável e encerrou o pregão em alta de 0,44%, aos 187.423 pontos. O Ibovespa acumula avanço de 1,21% na semana, de 5,66% em setembro e de 16,35% desde o início do ano.

Parte da atenção dos investidores ficou concentrada na ata da última reunião do Copom. O Banco Central reconheceu sinais de desaceleração da atividade econômica, do crédito e da inflação, mas manteve cautela diante dos riscos para os preços e das incertezas externas.

No Boletim Focus mais recente, economistas ouvidos pela instituição projetam a Selic em 13,5% ao ano no fim de 2026, fator que segue relevante para o câmbio porque juros elevados aumentam a atratividade de aplicações em reais.

No exterior, a queda do petróleo também ajudou a reduzir a pressão sobre os mercados. O Brent, referência internacional, recuou 1,03% e terminou cotado a US$ 99,31 o barril, abaixo da marca de US$ 100. O WTI (West Texas Intermediate), negociado nos Estados Unidos, fechou a US$ 94,59, também em baixa, em meio às expectativas de redução das tensões no Oriente Médio.