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Cidades

Aumento de casos de covid não deve afetar Caravana da Saúde, garante secretário

Estado vive crescimento de pacientes com sintomas gripais, mas maior parte é mais leve, por conta da vacinação

Por Guilherme Correia e Beatriz Magalhães | 10/01/2022 09:57
Secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, desconsidera, até agora, suspensão de cirurgias e exames da Caravana da Saúde. (Foto: Marcos Maluf)
Secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, desconsidera, até agora, suspensão de cirurgias e exames da Caravana da Saúde. (Foto: Marcos Maluf)

Em coletiva nesta manhã (10), o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, comentou que não considera, ao menos, até agora, suspender o programa da Caravana da Saúde – que amplia oferta de exames de alta complexidade e cirurgias à população sul-mato-grossense, por meio do SUS (Sistema Único de Saúde) – por conta do aumento de surtos gripais no Estado.

O titular da SES (Secretaria Estadual de Saúde) reforça que há um crescimento expressivo de casos de coronavírus e influenza, por conta do surgimento de novas variantes destes vírus, mas que a cobertura vacinal tem feito com que haja redução de casos graves.

Por enquanto, não vamos suspender, até mesmo, porque milhares de pessoas precisam do atendimento. Então, não há necessidade, os casos positivos estão sendo monitorados, assim como os graves, e o número de pacientes internados não é alto. Então, dá para conciliar e a Caravana continuar."

Atualmente, cerca de 2% dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), na macrorregião de saúde de Campo Grande, são ocupados por pacientes confirmados com covid-19, ainda que a lotação total seja próxima de 49%.

No primeiro semestre de 2021, quando a campanha de imunização estava iniciando, havia superlotação de tais estruturas - o índice chegou a superar os 100% e a maioria dos casos eram confirmados ou suspeitos de coronavírus.

Vale lembrar que, no começo do período da pandemia, em meados de março de 2020, boa parte dos procedimentos médicos foram adiados ou cancelados, já que a rede pública passou a estar sobrecarregada com atendimento de pacientes de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), conjunto de sintomas causados, em boa parte, pela covid.

O programa recebeu dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, pelo menos, 68,6 mil pedidos de cirurgias e 33 mil exames para esta edição, sendo necessários, ao todo, cerca de R$ 80 milhões em investimentos.

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