Candidatos que fizeram prova “às escuras” pedem anulação de concurso e MP nega
Concorrentes a uma vaga na Assembleia Legislativa se sentiram prejudicados e recorreram ao Ministério Público

Parte dos candidatos que realizou as provas do concurso público da ALEMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) no IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) em 29 de março deste ano pediu a anulação do concurso, alegando desigualdade de condições em relação aos que participaram em outros locais. Isso porque a luz acabou no instituto no dia, e a iluminação de emergência (spots) foi usada para a iluminação das salas e para a efetiva realização do teste.
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O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) recebeu reclamações e denúncias sobre a situação e procurou a Assembleia Legislativa e a banca responsável, a FCC (Fundação Carlos Chagas), que informaram as medidas adotadas para que as provas pudessem ser aplicadas, entre elas a realocação dos candidatos em outras salas, bem como a abertura de janelas.
Tempo depois foram adquiridos faróis de iluminação de emergência que foram colocados nas salas para que os candidatos pudessem responder às questões. “Tal medida possibilitou o restabelecimento emergencial da iluminação nas salas afetadas, com o apoio complementar das lanternas utilizadas pelos fiscais, garantindo, assim, a continuidade e a conclusão da aplicação das provas”, cita a FCC.
Além disso, a ALEMS informou que no turno vespertino havia 7.405 candidatos realizando as provas, dos quais 487 estavam no IFMS, correspondendo a 6,6% do total. Também foi informado que a média de acertos dos concorrentes que estavam no instituto chegou a 35,91 pontos, superando em 0,54 pontos a média de outras localidades.
Com isso, o MP entendeu que “eventual anulação da prova ou realização de um novo certame ocasionaria prejuízo aos demais candidatos que realizaram regularmente o concurso nas outras unidades de aplicação, inclusive àqueles oriundos de outras cidades e estados, que suportaram despesas de deslocamento e hospedagem, além de implicar relevante impacto ao erário público”, e arquivou o procedimento.
A defesa de alguns candidatos ainda busca a reforma da decisão.
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