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Cidades

Capital volta a ter 80% das UTIs lotadas e boletim registra 9 mortes na cidade

MS confirma 777 infectados e 11 mortes pela covid nas últimas 24h

Por Guilherme Correia | 24/11/2020 11:15
Paciente realiza teste RT-PCR na Capital (Foto: Marcos Maluf)
Paciente realiza teste RT-PCR na Capital (Foto: Marcos Maluf)

Boletim epidemiológico da covid-19 traz 777 infectados e 11 mortes pela doença em Mato Grosso do Sul, 9 só em Campo Grande. Com atualização no banco de dados da SES (Secretaria Estadual de Saúde), são 93.747 casos confirmados e 1.738 óbitos pelo novo coronavírus desde o início da pandemia.

É o maior número de óbitos em Campo Grande desde setembro. As vítimas tinham entre 47 a 86 anos. Corumbá e Amambai também registraram vítimas, de 43 e 39 anos.

Uma das principais preocupações é em relação à quantidade de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) disponíveis no SUS (Sistema Único de Saúde). De acordo com boletim, a macrorregião de Campo Grande - que também engloba municípios próximos - está lotada em 80%. As demais três regiões (Dourados, Três Lagoas e Corumbá) possuem taxa inferior a 60%. Esse alto índice é ocasionado pela desativação de unidades hospitalares que haviam sido criadas especialmente para a covid-19.

Além disso, a quantidade de pessoas que contraíram o novo coronavírus até a manhã de hoje é a maior desde a metade de setembro. Há duas semanas atrás, o Campo Grande News já havia reportado a possível crescente dos casos da doença no Estado, que poderiam obrigar reativação de estruturas para recuperar pacientes com a covid-19.

Naquele momento, o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, afirmou que a pasta estava analisando os dados prevendo uma "segunda onda que 'está visível' aí". "Estamos fazendo levantamentos, mas temos insumos apropriados, além de laboratórios funcionando a todo vapor. Vamos mobilizar equipes da mesma forma como temos feito, para ter o mesmo 'padrão' da doença", tranquilizou.

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Outro fenômeno que tem sido verificado é a rápida disseminação da doença entre os mais jovens - que não são o grupo de risco da doença, mas podem infectar familiares e pessoas mais idosas. As faixas etárias entre 20 a 29 anos e 30 a 39 são as mais "infectadas" pelo vírus em Mato Grosso do Sul - 20,4% e 24,4%, respectivamente.

Por fim, outra crescente é na quantidade de casos que tiveram de ser hospitalizados em unidades privadas de saúde - esse número tem crescido nas últimas semanas.

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