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Com 42 kg a mais, onça resgatada do fogo recebe GPS para voltar para casa

Animal foi um dos resgatados em novembro do ano passado na Serra do Amolar, no Pantanal; o outro não resuistiu e morreu

Por Lucia Morel e Ana Paula Chuva | 20/01/2021 15:59
Colar com GPS foi instalado no animal para monitoramento. (Foto: Silas Lima)
Colar com GPS foi instalado no animal para monitoramento. (Foto: Silas Lima)

Com 42 quilos a mais, a onça que foi resgatada de queimada no Pantanal em novembro do ano passado bastante debilitada, será devolvida ao seu habitat natural amanhã. Hoje ela passou por exames, pesagem e colocação de colar que vai monitorá-la por pelo menos um ano.

“É motivo de orgulho e emoção" disse médico veterinário do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Lucas Cazati sobre a sobrevivência e recuperação do animal, depois de passar dois meses e meio no Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres).

A onça chegou ao local com apenas 45 Kg, desnutrida, com anemia, pneumonia e as patas queimadas. “Ela vai sair daqui  com 87 quilos”, disse o médico, que ainda informou que o projétil identificado no corpo do animal não foi retirado, já que não interfere na vida dela.



Ela será solta Serra do Amolar, em Corumbá, com o colar de GPS, com o qual ficará por pelo menos um ano. O animal será solto exatamente no mesmo local em que foi resgatado. “Temos essa preocupação em devolver os animais onde foram capturados pra não acontecer um desequilíbrio na fauna”, sustentou Cazati.

O colar com GPS permitirá monitoramento que será feito pelo IHP (Instituto do Homem Pantaneiro), que vai analisar passo a passo a alimentação, a migração e outros dados científicos que o animal possa fornecer. Em até um ano o colar deve ser trocado devido o ganho de peso.

No Cras, a onça se alimentava com cerca de 7 quilos de carne por dia, tanto vermelha quanto branca, o que é muito, já que uma outra onça, a parda, costuma se alimentar com 10 quilos de carne por semana.

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