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Cidades

Com mandados no Damha III, Gaeco deflagra operação contra jogo do bicho

Operação é desdobramento de flagrante em outubro, quando foram confiscadas 700 máquinas de apostas

Por Dayene Paz, Antonio Bispo e Bruna Marques | 05/12/2023 06:39


O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) deflagrou, na manhã desta terça-feira (5), operação contra o jogo do bicho. São cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão em Campo Grande, mas os números de ordens judiciais ainda não foram divulgados.

Segundo apurado pelo Campo Grande News, pelo menos quatro pessoas foram presas na operação que, hoje, ação trata-se de um desdobramento da investigação que apreendeu 700 máquinas do jogo em uma casa no Bairro Monte Castelo, em outubro deste ano.

Logo cedo, os policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) e do Batalhão de Choque da Polícia Militar - que prestam apoio à operação - estiveram no condomínio Damha III, onde foram cumpridos mandados. Na viatura, havia três pessoas conduzidas, mas ainda nenhum nome foi revelado.

No Bairro Carandá Bosque, mandado foi cumprido e um homem levado no compartimento de presos. Em seguida, as viaturas seguiram para a sede do Garras, no Bairro Tiradentes.

O flagrante – No dia 16 de outubro, uma equipe do Garras estava no Bairro Monte Castelo investigando denúncia de outro crime, quando atendeu denúncia de roubo cuja placa do carro usado pelos supostos criminosos foi anotada.

Ao receber o alerta, policiais que trabalhavam no Monte Castelo viram o veículo que teria sido usado no assalto em frente de uma casa e passaram a monitorar o local. Foi quando um motociclista deixou a residência e essa equipe à paisana decidiu segui-lo.

Os investigadores não conseguiram abordar o homem de moto e voltaram para o endereço onde o carro dos assaltantes havia sido deixado. O veículo já não estava mais no local, mas com a chegada de reforços, os policiais tocaram a campainha da casa.

Policiais chegando no Garras com bolsa contendo material apreendido em operação. (Foto: Marcos Maluf)
Policiais chegando no Garras com bolsa contendo material apreendido em operação. (Foto: Marcos Maluf)

Um homem atendeu, disse que estava ali para “jogar baralho” e quando as equipes entraram, havia outras pessoas no local, além de 700 máquinas utilizadas para a coleta de apostas da loteria ilegal.

Na época do flagrante, entre os conduzidos para a delegacia estava o major aposentado da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), Gilberto Luiz dos Santos, o “Major G. Santos”. Naquele período, era funcionário da Assembleia Legislativa, lotado no gabinete do deputado estadual Roberto Razuk Filho, mais conhecido como Neno Razuk, desde 2019. Além do major aposentado da PM, também foi encontrado no local o sargento Manoel José Ribeiro, conhecido como “Manelão”.

Desde o flagrante, a investigação ficou travada e pouco foi informado posteriormente sobre os rumos da apuração. Em novembro, o titular da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública), Antônio Carlos Videira, afirmou que as apurações sobre o jogo do bicho estavam "muito avançadas", mas sem detalhes.

"O que se sabe é que um grupo de São Paulo, principalmente, que atua no estado vizinho, veio para Mato Grosso do Sul, ocupando este espaço que foi deixado em branco após a operação Omertà", disse.

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