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Cidades

Contra "momento calamitoso", HR transfere pacientes e foca esforços contra covid

11 pacientes coronarianos serão transferidos; HR manterá, além de setor covid, CTI Infantil e andar oncológico

Por Silvia Frias e Paula Maciulevicius Brasil | 16/03/2021 16:28
UTI Covid do Hospital Regional, unidade de referência contra covid trabalha na capacidade máxima (Foto: Saul Schramm)
UTI Covid do Hospital Regional, unidade de referência contra covid trabalha na capacidade máxima (Foto: Saul Schramm)

Com 108% de taxa de ocupação de leitos, o Hospital Regional irá transferir os 11 pacientes da UCO (Unidade Coronariana) para outras instituições com objetivo de remanejar esses esses leitos para pacientes com covid-19. A estratégia é tentativa de administrar o que a diretora, Rosana Leite classificou como “momento calamitoso”.

“O hospital vai ter que ser totalmente covid”, disse Rosana. Desde a última quinta-feira, em trabalho conjunto com a Central de Regulação da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e até com interferência do MPMS (Ministério Público de MS), as transferências dos pacientes coronarianos estão sendo pedidas à Santa Casa e Hospital Universitário.

Hoje, segundo a diretora do HR, as vagas teriam sido liberadas e as transferências dos 11 pacientes serão executadas. Rosana explica que isso não significa ampliação, mas sim, remanejamento de leitos, já que eram atendimentos que faziam parte do mapa de internações hospitalares da unidade.

“É momento calamitoso, não vai dar para atender pacientes cardiológicos, os pacientes covid estão vindo, é um momento de desespero que observamos”, disse Rosana, explicando que até agora o atendimento coronariano ainda estava sendo feito por ser de gravidade e a 2ª maior causa de mortes no País.

Apesar da transferência, dois setores, além do tratamento a pacientes com covid permanecem no HR: o CTI (Centro de Tratamento Intensivo) Pediátrico e o 8º andar dedicado aos pacientes com câncer, estes, com internação de até dois dias para quimioterapia ou para procedimentos feitos durante um período. A quimio infantil já está sendo realizada com apoio da AACC (Associação dos Amigos das Crianças com Câncer) desde início da pandemia.

O secretário Municipal de Saúde, José Mauro Filho, disse que todo dia é feito trabalho “de escoamento” para hospitais de referência, mas reconhece que agora é momento delicado com alta taxa de ocupação hospitalar.

O escoamento foi padronizado em resolução publicada hoje no Diogrande (Diário Municipal), que prevê a transferência de pacientes de leitos covid do HR para Santa Casa e HU quando o de referência atingir 80% de taxa de ocupação. Em casos de leitos não covid, o índice máximo será de 90%.

Outros hospitais também devem absorver demandas, como o São Julião, que receberá pacientes clínicos. Hoje, segundo o secretário, Campo Grande tem 334 leitos covid e não covid.

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