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Capital

Diante de suspeita de bomba, padre diz que manteve calma para proteger crianças

Tranquilidade chamou atenção durante missa interrompida na Perpétuo Socorro

Por Inara Silva | 09/03/2026 15:03

A suspeita de bomba que interrompeu a missa das 10h deste domingo (8), no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Campo Grande, poderia ter causado correria e desespero entre centenas de fiéis. Para evitar tumulto, o padre Celso Luiz Martins Júnior agiu com calma surpreendente e diz que escolheu cuidadosamente as palavras ao orientar a saída do público.

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Uma suspeita de bomba interrompeu a missa das 10h no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Campo Grande, no último domingo. O padre Celso Luiz Martins Júnior, ao ser informado da situação, optou por manter a calma e conduzir a celebração de forma rápida, evitando pânico entre os cerca de 600 fiéis presentes, incluindo 200 a 300 crianças. A polícia foi acionada após uma ligação sobre um possível explosivo na entrada da igreja. O padre orientou a saída dos fiéis sem mencionar a suspeita de bomba, para evitar tumulto. Após a verificação, o objeto encontrado foi identificado como um artefato de casamento, sem risco. A programação do santuário seguiu normalmente após o incidente.

Dentro da igreja, conforme o vigário do Santuário, havia cerca de 600 pessoas, entre elas de 200 a 300 crianças. Em entrevista ao Campo Grande News, o padre contou que ficou sabendo da situação durante a própria celebração. O aviso chegou enquanto ele estava sentado para ouvir a primeira leitura da missa.

“Um rapaz que ajuda aqui na igreja se ajoelhou ao meu lado e disse: ‘Padre, tem uma bomba na igreja’. Na hora eu entendi no sentido figurado, como se fosse algum problema para resolver”, relatou.

Logo em seguida, o colaborador explicou que a polícia havia sido acionada após receber uma ligação sobre a possível presença de um explosivo na entrada do santuário. Os policiais pediram que a missa fosse adiantada para que o local pudesse ser evacuado com segurança.

Diante da informação, o padre decidiu manter a celebração, mas conduzi-la de forma mais rápida.“Na verdade, eu não cortei nada, não interrompi nada da missa. Eu só fiz de uma forma mais rápida”, explicou.

Até aquele momento, ele também não sabia se realmente havia um artefato explosivo na frente da igreja. A principal preocupação era com as pessoas que estavam próximas da porta.

Ao final da missa, o colaborador voltou com um novo pedido da polícia, que era para orientar os fiéis a não saírem pela porta principal. Foi nesse momento que o padre precisou agir com ainda mais cuidado. A missa das 10h é conhecida por reunir muitas famílias e crianças, além de ser transmitida pelas plataformas digitais do santuário.

“Era a missa das crianças. Se eu causasse um pânico, o pessoal poderia correr e essas crianças poderiam se machucar”, contou.

Diante de suspeita de bomba, padre diz que manteve calma para proteger crianças
Ao fim da missa, padre Celso avisa os fiéis sobre a presença da polícia (Foto: Reprodução Youtube)

Dentro da igreja, além dos mais de 250 lugares sentados ocupados, os corredores estavam lotados de fiéis em pé. Para evitar correria, o padre decidiu não mencionar a suspeita de bomba. Em vez disso, explicou apenas que havia algo na frente da igreja e que a orientação da polícia era para que todos saíssem com calma e colaborassem com a situação.

“Eu falei: pessoal, vamos saindo. Temos algo na frente da igreja que não sabemos exatamente o que é, mas o policiamento pediu para a gente sair e vamos obedecer”, disse.

A missa das 10h também costuma ter a bênção dos pães e a entrega de doces para as crianças. Por causa da situação, a distribuição foi cancelada naquele dia. Segundo o padre, a decisão foi tomada para evitar que as crianças se separassem dos pais ao se aproximarem do altar.

Apesar do susto, a suspeita acabou sendo descartada. A polícia verificou que o objeto encontrado na entrada da igreja era apenas um artefato usado em casamento e não representava risco.

“Foi um mal-entendido, mas é sempre melhor prevenir. A polícia veio rápido e tudo foi conduzido da melhor forma”, afirmou.

Após a verificação, a programação do santuário seguiu normalmente, com as missas das 16h, 18h e 20h realizadas como previsto. “Graças a Deus deu tudo certo”, concluiu o padre.

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