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Em 2025, MS registrou uma prisão por crime organizado a cada três dias

Números fazem parte do levantamento divulgado pelo Gaeco nesta sexta-feira

Por Ana Paula Chuva | 10/01/2026 09:10
Em 2025, MS registrou uma prisão por crime organizado a cada três dias
Agentes do Gaeco e advogados na sede da Prefeitura de Terenos. (Foto: Henrique Kawaminami | Arquivo))

Balanço divulgado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) mostra que no Estado a cada três dias ao menos uma pessoa foi presa por suspeita de integrar o crime organizado, quase 9 por mês. Ao todo foram 107 ordens de captura cumpridas.

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Em 2025, Mato Grosso do Sul registrou 107 prisões relacionadas ao crime organizado, média de uma detenção a cada três dias, segundo balanço do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). As prisões ocorreram durante o cumprimento de 370 mandados de busca e apreensão. O órgão realizou 11 operações próprias e apoiou outras oito ações de Ministérios Públicos de outros estados. Entre as principais operações, destacam-se a Snow, que desarticulou grupo envolvido com tráfico de drogas, e a Successione, que resultou na prisão do ex-deputado Roberto Razuk e seus filhos.

Os números fazem parte do balanço anual divulgado na sexta-feira (9). Ao longo de 2025, o grupo realizou 11 operações próprias e apoiou outras oito ações de Ministérios Públicos de outros estados, resultando nas ações de campo que culminaram nas detenções.

Segundo o relatório, as prisões ocorreram no cumprimento de 370 mandados de busca e apreensão determinados pela Justiça, como parte de investigações que envolveram crimes que vão desde o tráfico de drogas ao esquema de corrupção de agentes públicos e lavagem de dinheiro

O Gaeco também realizou a extração de dados de 185 dispositivos eletrônicos de investigados – sendo 108 celulares – e ainda monitorou 362 contas em plataformas digitais e interceptou 294 linhas telefônicas, tudo com autorização judicial.

Ainda de acordo com o levantamento, o Gaeco-MS atendeu a 52 pedidos de apoio a outras forças públicas e indisponibilizou R$ 10 milhões em bens e recursos de envolvidos em investigações.

Em balanço divulgado anteriormente referente ao biênio 2022–2024, o grupo cumpriu 412 mandados de prisão no período de dois anos — média de cerca de um preso a cada dois dias no intervalo de 730 dias.

Em 2025, MS registrou uma prisão por crime organizado a cada três dias
Policial entra com malote no Condomínio Platinum, em Campo Grande, 4ª fasae da operação Tromper (Foto: Marcos Maluf| Arquivo))

Operações – As operações atuaram em diferentes frentes. Entre elas, a 2ª fase da Operação Snow, em 15 de janeiro, teve foco na organização criminosa especializada no tráfico de drogas. O Gaeco cumpriu 9 mandados de prisão e 19 mandados de busca. A investigação revelou uma quadrilha que usava advogados para corromper servidores públicos e facilitar o crime, inclusive com a participação de policiais civis.

Em fevereiro foi a vez da operação Malebolge com onze ordens de prisão e 39 de busca nas cidades de Água Clara, Rochedo, Terenos e Campo Grande. A ação investigou o grupo que fraudava licitações públicas e desviou milhões de reais em contratos de compra de materiais e serviços, como uniformes escolares.

Também foi realizada no ano passado a operação Blindspot que resultou na prisão do policial penal Jonathas Wilson Morais Cândido, acusado de repassar informações para a quadrilha que cooptava caminhoneiros ao tráfico. Foram 37 mandados cumpridos contra membros da organização criminosa em MS, SP e MG.

Já em novembro foi a vez da 4ª fase da operação Successione que cumpriu mandados de prisão contra o ex-deputado estadual Roberto Razuk e seus filhos Rafael Godoy Razyk e Jorge Razuk Neto.

Mas ainda foram realizadas em 2025 as operações Ad Blocker (janeiro), Spotless (setembro), Copertura (outubro), Blindagem (novembro) e a Fachada (dezembro).

Em 2025, MS registrou uma prisão por crime organizado a cada três dias
Policial do Gaeco cumprindo ordem judicial durante a operação em dezembro (Foto: Marcos Maluf)


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