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Cidades

Justiça aceita denúncia e família Razuk se torna ré por organização criminosa

Ao todo, 20 pessoas passam a responder como rés; a decisão é da 4ª Vara Criminal de Campo Grande

Por Lucia Morel | 08/01/2026 17:25
Justiça aceita denúncia e família Razuk se torna ré por organização criminosa
Da esquerda para a direita: Rafael, Jorge, Roberto Filho e o patriarca, Roberto Razuk, todos denunciados. (Foto: Reprodução das redes sociais)

A Justiça Estadual aceitou a denúncia do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) referente à 4ª fase da Operação Successione. Com isso, 20 pessoas passam a responder como réus, entre elas o deputado estadual Roberto Razuk Filho (PSDB-MS), o Neno (PSDB-MS), e o pai dele, Roberto Razuk. Todos foram acusados de integrar uma organização criminosa armada voltada à exploração do jogo do bicho.

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A Justiça Estadual aceitou denúncia do Gaeco contra 20 pessoas, incluindo o deputado estadual Roberto Razuk Filho (PSDB) e seu pai, Roberto Razuk, por participação em organização criminosa voltada à exploração do jogo do bicho em Campo Grande. A investigação, parte da Operação Successione, revelou esquema estruturado com divisão de tarefas e lavagem de dinheiro. Foram apreendidas mais de 700 máquinas de apostas, armas e R$ 270 mil em espécie. Os acusados responderão por organização criminosa, exploração de jogos ilegais, lavagem de capitais e corrupção ativa.

A decisão, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, confirmou que a peça acusatória atende aos requisitos legais. Conforme a denúncia, o grupo, liderado pela família Razuk, atuava de forma estruturada, com divisão clara de tarefas e uso de mecanismos de lavagem de dinheiro.

Entre as práticas apontadas estão a utilização de empresas de fachada para encobrir atividades ilícitas e a tentativa de interferência em licitações públicas. A investigação se baseia em dados obtidos por meio de interceptações telemáticas, que indicariam a hierarquia interna e o controle financeiro do negócio clandestino.

Durante as diligências, foram apreendidas mais de 700 máquinas de apostas, armas de fogo, munições e mais de R$ 270 mil em dinheiro. Documentos financeiros também indicam a aquisição de bens móveis e imóveis em nome de terceiros como estratégia para ocultar a origem dos recursos.

Com a abertura da ação penal, os acusados serão citados para apresentar resposta à acusação no prazo de dez dias. Eles respondem pelos crimes de integração em organização criminosa, exploração do jogo do bicho, lavagem de capitais e corrupção ativa.

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