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Cidades

Nem surto gripal faz aumentar procura por vacina contra covid

Há quase 50 dias, taxa de imunizados não superou a casa dos 70%, em Mato Grosso do Sul

Por Guilherme Correia | 11/01/2022 13:10
Mulher é vacinada contra o coronavírus, no final de dezembro, em ponto de imunização vazio. (Foto: Henrique Kawaminami)
Mulher é vacinada contra o coronavírus, no final de dezembro, em ponto de imunização vazio. (Foto: Henrique Kawaminami)

Nas últimas semanas, autoridades sanitárias têm apelado para que a população relutante à vacinação, uma parte dos habitantes de Mato Grosso do Sul, busquem se imunizar contra o coronavírus.

Em meio a surtos de gripe e covid, provocados pelo surgimento de variantes - algumas, até mesmo, em países onde a vacinação não foi tão abrangente como a do Brasil -, a imunização conferida pelas vacinas é talvez a principal das várias medidas possíveis de redução de danos de uma eventual exposição ao coronavírus.

Há 47 dias, Mato Grosso do Sul permanece na casa dos 70% de imunizados contra a covid - isto é, parcela da população que recebeu duas doses ou vacina única. Somente nos últimos 11 dias, este índice flutuou entre 72,9% e 73,4%.

Ao todo, no começo deste ano, foram aplicadas 90,2 mil vacinas - de primeira, segunda ou terceira dose - uma média de aproximadamente 8,2 mil imunizantes por dia.

Em todo o ano de 2021, a média diária foi de 13,8 mil doses a cada 24 horas. Vale lembrar que o período do ano passado foi marcado por demora na aquisição de vacinas, no primeiro semestre, mas quando elas estiveram em maior quantidade, foram aplicadas com eficácia e contaram com adesão, por parte da população, maior que uma série de países do exterior.

Com um crescimento de sete vezes do número de infecções por coronavírus, conforme dados da SES (Secretaria Estadual de Saúde), e uma taxa de positividade que varia perto de 20% e, em alguns locais, já superou 30%, a procura por vacinação permanece estável, na comparação com outros meses.

Bastou menos de 60 dias para que o Estado passasse de 35% de sua população imunizada para 60,15%, mais que o dobro, entre julho e setembro. No entanto, há mais de quatro meses, o índice cresceu menos de 15%.

Conforme números da pasta, cerca de 26% da população ainda não recebeu a segunda dose, comparado ao total de habitantes (2.809.394) estimado pela IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2020.

Segundo cálculo feito pela SES - que considera estimativa de dois anos atrás -, todos os adultos em Mato Grosso do Sul tomaram, ao menos, uma dose. Vale ressaltar que imunizantes podem ser aplicados em pessoas que não são residentes em território estadual, mas que entraram na contagem.

Ainda entre os acima de 18 anos, ao menos 8,6% não receberam a segunda dose. Em todos esses casos, é importante frisar que o calendário de vacinação pode interferir nos índices, já que parte dos indivíduos ainda precisa esperar intervalo de tempo para estar com imunização maximizada.

Desta forma, cerca de 65% dos adultos não receberam a dose de reforço - esta que deve ser aplicada após quatro meses da última aplicação. Já entre idosos, cerca de 41% ainda não buscou o reforço, mesmo que praticamente todos estejam aptos. Por fim, entre os adolescentes de 12 a 17 anos, cerca de 13% não receberam primeira dose.

Além disso, cerca de 18% sequer recebeu a primeira dose - vale lembrar que as vacinas só são permitidas, até o momento, a pessoas de 12 anos ou mais - a inclusão de crianças acima dos cinco deverá acontecer, no máximo, a partir da próxima semana.

Segundo o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, a população deve buscar a vacinação para aumentar a proteção, sobretudo de casos graves da doença. Segundo ele, houve crescimento da adesão às vacinas nos primeiros dias úteis do ano, mas após o primeiro final de semana, as aplicações reduziram. "Espero que as pessoas não sejam refratárias às vacinas, só assim, será possível evitar uma nova onda", pontuou.

Resende, que recebeu três doses de imunizante, testou positivo para a covid e pediu publicamente que a população busque a vacina, para, assim como ele, ter uma evolução leve do vírus, caso seja infectado.

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