Em MS, busca por apoio do SUS para parar de fumar cresce 72%
A procura por tratamento ocorre em um cenário de alerta no país
Mesmo com a redução no número de fumantes, Mato Grosso do Sul registrou aumento de cerca de 72% na procura por apoio para parar de fumar na rede pública de saúde.
RESUMO
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Mato Grosso do Sul registrou um aumento de 72 por cento na busca por tratamento contra o tabagismo na rede pública entre 2022 e 2025. O crescimento ocorre apesar da redução local de fumantes, contrastando com a alta nacional do vício em 2024. O SUS oferece suporte gratuito, incluindo medicamentos e terapia, para combater a dependência da nicotina. O Ministério da Saúde também lançou uma campanha para coletar relatos sobre os danos do cigarro e aprimorar as políticas de prevenção.
Dados do Ministério da Saúde mostram que foram realizados 24.664 atendimentos no Estado em 2025, contra 14.312 em 2022.
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O crescimento na busca por tratamento ocorre em um cenário de alerta no país. Levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde em 2026 aponta que, após quase duas décadas de queda, o número de fumantes voltou a crescer no Brasil.
Segundo dados do Vigitel, inquérito nacional sobre fatores de risco para doenças crônicas, 11,7% da população adulta brasileira fumava em 2024. O índice é superior aos 9,2% registrados em 2023, embora ainda esteja abaixo dos 15,7% contabilizados no início da série histórica, em 2006.
Em Mato Grosso do Sul, os dados disponíveis para Campo Grande indicam redução do tabagismo ao longo dos anos. Na Capital, o percentual de adultos fumantes caiu de 14,6%, em 2006, para 12,5%, em 2023, redução de 2,1 pontos percentuais.
Apesar da diminuição na proporção de fumantes, a procura por ajuda para abandonar o cigarro aumentou no Estado.
Em todo o Brasil, o número de pessoas atendidas nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) para receber apoio e tratamento também cresceu, passando de 1 milhão, em 2022, para 2,1 milhões, em 2025.
O tratamento contra o tabagismo é oferecido gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O atendimento pode incluir acompanhamento individual ou em grupo, orientações para lidar com a dependência e, quando indicado por profissionais de saúde, medicamentos para reduzir os sintomas da abstinência, como adesivos, gomas de nicotina e bupropiona.
A porta de entrada para o tratamento é a Unidade Básica de Saúde. O cidadão interessado pode procurar a UBS mais próxima para receber informações sobre a disponibilidade do serviço em sua região.
O cuidado oferecido à pessoa tabagista envolve diferentes etapas, desde a identificação e busca ativa de pacientes até o acolhimento, avaliação clínica e análise do grau de dependência.
Depois, é definido um plano terapêutico, que pode ser individual ou coletivo, com acompanhamento da evolução clínica, manejo de possíveis recaídas e reforço das estratégias para abandonar o cigarro.
Doença crônica - O tabagismo é considerado uma doença crônica causada pela dependência da nicotina e está associado a mais de 50 doenças, incluindo diferentes tipos de câncer, problemas cardiovasculares e doenças respiratórias.
No Brasil, o cigarro é responsável por cerca de 90% das mortes por câncer de pulmão e está relacionado a milhares de mortes prematuras todos os anos.
O país é reconhecido internacionalmente pelas políticas públicas de controle do tabaco, alinhadas à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Entre as medidas adotadas estão a proibição da propaganda de produtos de tabaco, a restrição ao fumo em ambientes coletivos fechados e a adoção de advertências sanitárias com imagens e mensagens nas embalagens de cigarros.
Ação nacional - Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, o Ministério da Saúde promove a ação “Conte o que o cigarro não mostra”.
A iniciativa convida fumantes, ex-fumantes, familiares e outras pessoas que convivem com o problema a compartilhar experiências sobre os efeitos do cigarro na rotina, na qualidade de vida e na saúde.
Os relatos podem abordar impactos que vão além das doenças e nem sempre aparecem nas imagens estampadas nas embalagens, como mudanças na convivência com familiares e amigos, nas relações afetivas e no cotidiano de quem fuma e de pessoas próximas.
As informações coletadas por meio da ação #MinhaHistóriaSemFiltro devem ajudar na definição de novas imagens e mensagens para as embalagens de cigarros e também contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas de combate ao tabagismo.
Para participar, os interessados devem acessar a página da ação no Portal da Saúde e preencher o formulário contando sua experiência.


