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Capital

Médica é presa por engano no aeroporto da Capital após erro de identidade

Ela usou tornozeleira eletrônica por 19 dias; Defensoria Pública comprovou o equívoco

Por Izabela Cavalcanti | 30/08/2026 10:38
Médica é presa por engano no aeroporto da Capital após erro de identidade
Tornozeleira eletrônica sendo usada por mulher presa por engano (Foto: Divulgação/Defensoria Pública)

A médica Ana Paula Nunes dos Santos, moradora de Dourados, foi presa por engano após ser confundida com outra mulher que tem o mesmo nome e é investigada por um crime. A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul comprovou o erro e conseguiu a revogação da prisão.

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Médica Ana Paula Nunes dos Santos, moradora de Dourados, foi presa por engano no Aeroporto de Campo Grande ao ser confundida com outra mulher de mesmo nome investigada por crime. Presa por duas noites e monitorada por tornozeleira por 19 dias, foi inocentada após a Defensoria Pública do MS comprovar o erro por habeas corpus no Tribunal de Justiça, que revogou a prisão e determinou a correção dos registros.

Segundo informações do defensor público Lucas Colares Pimentel, Ana Paula foi presa no dia 4 de agosto, no Aeroporto Internacional de Campo Grande, quando retornava de férias em Salvador. No momento da abordagem realizada pela Polícia Federal, ela estava acompanhada do marido e da filha, de 6 meses.

Segundo a assistida, ela tentou explicar que havia um erro. “Eu insisti que era a pessoa errada. Entrei em desespero, porque sabia que não tinha cometido nenhum crime. Fui separada da minha bebê e do meu esposo e levada para a delegacia”, contou.

Ana Paula passou duas noites presa. Após a audiência de custódia, foi liberada com o uso de tornozeleira eletrônica e orientada a procurar a Defensoria Pública para esclarecer a situação. A médica permaneceu por 19 dias utilizando o equipamento.

Entenda - Duas mulheres com o nome Ana Paula Nunes dos Santos estavam vinculadas ao caso. A assistida nasceu em 1999 e possui CPF, filiação e outros dados diferentes da mulher que efetivamente compareceu ao processo criminal.

De acordo com o defensor, os documentos também mostraram que a mulher presa por engano nunca havia sido citada, não havia apresentado defesa nem participado da ação penal.

“O próprio processo mostrava que eram duas pessoas diferentes. A Ana Paula atendida pela Defensoria nunca foi citada e nunca apresentou defesa naquela ação. A comparação dos dados pessoais permitiu identificar que a pessoa que participou do processo era outra mulher com o mesmo nome”, explicou.

A Defensoria Pública levou o caso ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul por meio de habeas corpus. A instituição pediu o fim das restrições impostas a Ana Paula, a retirada da tornozeleira eletrônica e a correção dos registros relacionados ao processo para impedir que ela continuasse sendo confundida e, assim, evitar uma nova prisão devido ao mesmo erro de identidade.

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