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Cidades

Empresa de viagens demite mais de 100 funcionários após suspensão no setor

Funcionário diz que motoristas, mecânicos e outros funcionários receberam aviso de demissão e cumprem aviso prévio

Por Silvia Frias | 04/04/2020 19:14
Rescisão de contrato de trabalho entregue no dia 1º de abril (Foto/Reprodução)
Rescisão de contrato de trabalho entregue no dia 1º de abril (Foto/Reprodução)

Pelo menos 120 funcionários das empresas de transporte intermunicipal Expresso Mato Grosso e Andorinha teriam sido demitidos entre os dias 31 de março e 1º de abril, por causa da crise econômica após as restrições de mobilidade, decorrentes da infecção pelo novo coronavírus (Covid-19).

Alguns motoristas demitidos entraram em contato com o Campo Grande News, que teve acesso ao documento de rescisão de um deles. Consta que a suspensão de várias atividades e o impedimento da circulação de pessoas afetaram o setor.

“Assim, infelizmente, não nos resta alternativa senão proceder a rescisão do seu contrato por motivo de força maior, sendo que, a partir desta data, os seus serviços não serão mais possíveis nesta empresa”. A lista inclui, ainda, mecânicos, pessoal da limpeza e zeladores.

O documento informa que o funcionário cumprirá aviso prévio e que ele receberá 50% das verbas indenizatórias, conforme artigo 502, inciso II da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), em que consta o pagamento pela metade a que não tem direito à estabilidade.

“Foram demitidos os que entraram a partir de agosto de 2019”, disse um dos motoristas atingidos pela medida, que não terá seu nome divulgado. Em contato com outros colegas, estima que pelo menos 120 funcionários foram demitidas nos estados cobertos pelas empresas Andorinha e Mato Grosso, sendo PR, SP, MT, MS, GO, RO e Distrito Federal.

Outro motorista, que não quis  e que ter seu nome divulgado disse “que foram muito mais demissões”. Eles disseram que, quando foram oficiados da decisão, receberam a informação de que terão prioridade em uma futura contratação.

Em Campo Grande, o Terminal Rodoviário está fechado desde o dia 24 de março, suspensão válida por prazo de 20 dias, medida tomada para combater a infecção pela Covid-19.

A reportagem entrou em contato com a sede da Andorinha, no estado de São Paulo, mas hoje a empresa está em regime de plantão e ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto.