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Campo Grande, Terça-feira, 15 de Outubro de 2019

17/04/2019 17:25

Empresário e ex-contador da Câmara também foram presos em operação

A força-tarefa apura desvios que podem chegar a R$ 900 mil na Câmara Municipal de Água Clara

Silvia Frias e Aline dos Santos
Câmara Municipal foi investigada na operação Negócio de Família (Foto:MP/MS)Câmara Municipal foi investigada na operação "Negócio de Família" (Foto:MP/MS)

Um empresário e o ex-contador da Câmara Municipal de Água Clara, sócios de empresas de consultoria, também estão na lista de presos na Operação “Negócio de Família”, deflagrada na terça-feira (16) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado).

A força-tarefa apura desvios que podem chegar a R$ 900 mil na Câmara Municipal de Água Clara, a 198 km de Campo Grande.

Os mandados foram expedidos pela Vara Única de Água Clara contra quatro pessoas, entre eles, o ex-vereador Valdeir Pedro de Carvalho, o Biroca e o presidente afastado Vicente Amaro de Souza Neto.

Segundo apurou o Campo Grande News, os outros dois detidos são os empresários Walter Antônio, que também já foi ex-contador da Câmara e Whyldson Luiz Correa de Souza Mendes. Segundo o MPE (Ministério Público Estadual), os dois são sócios de empresas envolvidas no esquema fraudulento.

Valdeir Pedro de Carvalho também teve prisão determinada pelo flagrante de porte de armas. Com ele, foram encontrados revólver calibre 38, uma espingarda calibre 22 e uma garrucha. Ontem, no fim da tarde, foi realizada a audiência de custódia. O Campo Grande News apurou que foi arbitrada fiança de R$ 5.998,00, mas não há informação se ele foi liberado, já que havia mandado expedido por conta da operação.

Segundo o MPE, o presidente da Câmara não pode se ausentar da cidade por mais oito dias e deve comparecer à Justiça para justificar atividades. No decreto que deferiu prisão, também consta o afastamento da servidora Milena Lima Dias Ottoni.

O trabalho de investigação apurou que o desvio do dinheiro público teve início com a elaboração de processos licitatórios fraudulentos, na modalidade carta convite, os quais eram direcionados a empresas pré-determinadas. A ação foi realizada em Campo Grande, Três Lagoas, Água Clara e Paraíso das Águas.

Sendo assim, a empresa que vencia a licitação não prestava o serviço, porém recebia todos os valore que eram repassados aos agentes públicos envolvidos.

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