Expansão da celulose leva governo a discutir moradia e infraestrutura
Indústria em Bataguassu depende de licença e obras na BR-267 e MS-040

Governo do Estado discutiu, nesta quinta-feira (8), medidas para viabilizar a fábrica de celulose da Bracell em Bataguassu, a 327 quilômetros de Campo Grande. A agenda reuniu representantes do Estado e da empresa para tratar de licenças ambientais, infraestrutura viária, habitação e mão de obra. O grupo também visitou a área onde a indústria deve ser instalada.
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O Governo de Mato Grosso do Sul discutiu medidas para viabilizar a instalação da fábrica de celulose da Bracell em Bataguassu. O projeto, com investimento de R$ 16 bilhões, prevê a geração de 12 mil empregos durante a implantação e 2 mil postos diretos na operação. A unidade será construída às margens da BR-267. A empresa já possui licença prévia, ratificada em dezembro pelo Conselho Estadual de Controle Ambiental, e aguarda a licença de instalação prevista para março. O Estado também discute melhorias na infraestrutura viária, habitação e qualificação de mão de obra local para atender à demanda do empreendimento.
A fábrica ficará às margens da BR-267, a cerca de nove quilômetros da área urbana. O projeto prevê investimento de R$ 16 bilhões e geração de cerca de 12 mil postos de trabalho na fase de implantação. A operação deve manter 2 mil empregos diretos.
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“Nós estivemos em Bataguassu e nos reunimos com toda a diretoria da Bracell, empresa que recentemente recebeu a licença prévia para a instalação de uma indústria de 2,5 milhões de toneladas de celulose no município”, afirmou o secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck. “É a nossa sexta planta industrial, que vai começar a ser construída provavelmente ao longo deste ano, dependendo ainda da licença de instalação”, completou.
A Licença Prévia que aprovou a localização e a estrutura básica do projeto recebeu ratificação em dezembro pelo CECA (Conselho Estadual de Controle Ambiental). A expectativa do governo é de que a empresa receba a licença de instalação em março. A capacidade produtiva pode superar 5 milhões de toneladas anuais de celulose.
“Em março, a empresa deve receber a licença de instalação, e esse será um marco importante dentro desse processo”, disse Verruck. Ele destacou que o cronograma depende da conclusão das etapas ambientais. O secretário afirmou que o Estado acompanha o processo de perto.
A agenda começou no escritório da MS Florestal, empresa do grupo responsável pelo fornecimento de madeira. A Bracell apresentou demandas ligadas à logística e à infraestrutura. Entre os pontos discutidos, esteve a Rota da Celulose.
Sobre o tema, o governo informou que o contrato com o Consórcio XP, vencedor da licitação, deve ser assinado até o fim de janeiro. As obras de melhoria nas rodovias BR-262, BR-267 e MS-040 devem começar em março. As intervenções mais urgentes têm previsão de conclusão até dezembro de 2026.
“Discutimos as grandes questões que ainda envolvem a implantação dessa indústria”, afirmou Verruck. “Tivemos a oportunidade de conhecer onde será instalada a fábrica e de visualizar como será o acesso ao local”, disse. Ele citou a necessidade de garantir condições viárias antes do pico das obras.

O crescimento populacional esperado colocou a habitação no centro das discussões. O município elabora um novo plano diretor para lidar com a expansão urbana. A empresa participa das análises sobre impactos e ocupação do solo.
“Uma das questões que a gente tem destacado é a habitação”, afirmou Verruck. “Nós visitamos várias possíveis áreas para a construção de moradias, tanto por parte da empresa quanto do setor privado”, completou. O secretário disse que a oferta de casas precisa acompanhar a geração de empregos.
A formação de mão de obra e o fortalecimento de fornecedores locais também entraram na pauta. O Sebrae/MS participou da agenda e apresentou apoio às empresas da região. O foco é priorizar negócios sul-mato-grossenses durante a implantação.
“Essa é uma questão crucial: a qualificação e o atendimento a fornecedores locais”, afirmou Verruck. “O projeto Encadear vai preparar empresas para a obra e para o fornecimento após o início da operação”, disse. Segundo ele, a Bracell já aderiu à iniciativa.


