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Cidades

Filho de "Fuad" e alvo nas mesmas ações, "Flavinho" segue foragido

Aos 38 anos, ele é acusado de chefiar organização criminosa junto com o pai, que foi preso esta manhã

Marta Ferreira | 19/04/2021 12:57
"Flavinho", filho de Fahad Jamil, segue como fugitivo. (Foto: Reprodução de Processo)
"Flavinho", filho de Fahad Jamil, segue como fugitivo. (Foto: Reprodução de Processo)

Foragido desde 18 de junho do ano passado, quando foi alvo da Armagedon, a frase 3 da operação Omertà, Flávio Correa Jamil Georges, o “Flavinho”, 38 anos, continua foragido. Não há informação de que ele deva seguir o caminho do pai, Fahd Jamil, 79 anos, que se apresentou nesta manhã em Campo Grande, depois de 10 meses como fugitivo da polícia.

Pai e filho são representados por bancas diferentes de advogados, contratados em São Paulo (SP). O defensor de Flavinho,  Rafael Serra Oliveira, ao ser procurado pela reportagem, pediu prazo de 24 horas para responder as indagações sobre o cliente.

Foi perguntado se o filho do “Patrão da Fronteira”, como é chamado, pretende se apresentar à polícia. Oliveira disse ter sabido da prisão de Fahd por meio da imprensa.

A mesma pergunta foi feita aos defensores que negociaram a apresentação do patriarca da família, para saber se existia previsão de entrega conjunta dos dois procurados. A resposta foi que são defesas distintas e que o paradeiro de Flavinho é desconhecido.

Ele é alvo de três ações criminais derivadas da Omertà, por formação de organização criminosa, milícia armada, à qual chefiava junto com o pai segundo a operação Omertà, por corrupção, e por último como mandante do assassinado do chefe de segurança da Assembleia Legislativa, Ilson Martins de Figueiredo, ocorrida em 11 de junho de 2018.

A ação pela execução, que corre na 2ª Vara do Tribunal do Júri, é de fase mais adiantada, de audiência para ouvir testemunhas. A próxima sessão marcada em 20 de maio

Segundo a investigação da força-tarefa da Omertà, a morte de Figueiredo foi encomendada pelos Georges para vingar o desaparecimento de "Danielito", Daniel Correa Jamil Geoges, sequestrado em 2011, e só em 2019 foi dado como falecido.

Em todos os processos, a defesa alega falta de provas contra Flavinho. Ele tem endereço oficial em Ponta Porã, cidade fronteiriça onde a família sempre foi bastante influente, inclusive com bens do lado de lá da fronteira.

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