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Campo Grande, Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2020

15/01/2020 10:37

Fundação promete “acalmar” embaixadas para não perder turistas dos EUA

Departamento de Segurança dos Estado Unidos elevou nível de segurança para fronteira, mas Fundação de Turismo nega perigo

Izabela Sanchez
Linha de divisão entre o Paraguai e o Brasil em Ponta Porã (Foto: Helio de Freitas)Linha de divisão entre o Paraguai e o Brasil em Ponta Porã (Foto: Helio de Freitas)

A Fundtur (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul) já prepara informativos à Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) e às embaixadas brasileiras nos Estados Unidos e em demais países do exterior para “acalmar” os ânimos. Isso porque o Departamento de Segurança dos Estados Unidos elevou o alerta de cidades de Mato Grosso do Sul num raio de 150 km da fronteira do Brasil com o Paraguai.

O governo estadunidense não recomenda viajar para essa área, que inclui Ponta Porã, região que teve mais de 250 mortes violentas no ano passado, a maioria com características de execução, considerando o lado brasileiro e o paraguaio, em Pedro Juan Caballero.

A orientação também vale para regiões a menos de 150 quilômetros da fronteira do Brasil com a Venezuela, Colômbia, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Bolívia. O alerta, contudo, não se aplica a viagens ao Parque Nacional de Foz do Iguaçu e ao Parque Nacional do Pantanal, ou seja, exclui Corumbá, vizinha a Puerto Quijarro, na Bolívia.

Diretor-presidente da Fundtur, Bruno Wendling afirma que os comunicados são apenas informações atualizadas para tirar qualquer noção equivocada sobre Mato Grosso do Sul. Ele disse não estar preocupado com a questão e afirmou que a elevação do nível de alerta do país norte americano é medida cautelar com relação a países fronteiriços como Venezuela e Bolívia.

“Tem a ver com a política externa dos Estados Unidos em relação Bolívia, Venezuela, não houve nenhum caso que fizessem tomarem essa decisão”, disse, excluindo a guerra aberta da fronteira como motivo do alerta.

“A gente já está em contato com a Embratur, vamos responder rapidamente, e junto às embaixadas. Só vemos com atenção, vamos colocar informações atualizadas para as embaixadas porque colocaram todo mundo junto, vamos pontuar que não temos problema com segurança, não há casos de violência contra turistas nessa região”, pontuou.

Bruno Wendling, diretor-presidente da Fundtur, ao lado do governador de Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja (PSDB) (Foto: Chico Ribeiro)Bruno Wendling, diretor-presidente da Fundtur, ao lado do governador de Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja (PSDB) (Foto: Chico Ribeiro)

Estadunidenses em MS – Dados do observatório de turismo da Fundtur apontam a visita de 3.246 turistas dos Estados Unidos em Mato Grosso do Sul ao longo de 2018. Os dados de 2019 ainda não foram finalizados pelo observatório.

O último número divulgado indica que os norte-americanos dos EUA representam 10,27% do turismo estrangeiro em Mato Grosso do Sul, que chegou a 31.612 pessoas em 2018. Segundo o observatório, a região da Serra da Bodoquena – Bonito, especialmente – e o Pantanal são as regiões que mais atraem esses turistas ao Estado.

O país é um dos focos da Fundtur, que quer atrair ainda mais moresdores dos Estados Unidos para Mato Grosso do Sul. Representantes da Fundação vão participar de uma feira de turismo internacional na cidade de Nova York, onde recebem capacitação.

A “The New York Times Travel Show” é uma feira de negócios promovida pelo jornal mais famoso dos Estados Unidos, o New York Times, e não é a primeira vez que Mato Grosso do Sul marca presença no espaço.

Segundo os organizadores, a feira atrai mais de 35 mil participantes com mais de 700 estandes de mais de 175 países. Além da capacitação, a equipe da Fundtur terá oportunidade de “vender Mato Grosso do Sul” como destino brasileiro. O evento ocorre entre os dias 24 e 26 de janeiro no Centro de Convenções Jacob K. Javits.

Mato Grosso do Sul vai se tornar associado à USTOA (United States Tour Operators Association – Associação de Operadores de Turismo dos Estados Unidos, em tradução livre). Junto a esta associação, os representantes da Fundtur, companhias aéreas e operadores de Mato Grosso do Sul participam da capacitação na embaixada brasileira no dia 23 de janeiro.,

“Depois que abriu os visto no ano passado [para estadunidenses no Brasil], já traçamos estratégias de promoção especificamente para o mercado norte americano. Já participamos dessa feira, já tivemos contato com dezenas de operadoras dos EUA, vamos fazer força tarefa para aumentar destinos”, comentou Bruno.

Ainda segundo o diretor, as regiões da Bodoquena e Pantanal continuam sendo os únicos destinos vendidos, por serem “os únicos que estão prontos para o mercado internacional”. Isso porque este mercado é mais exigente. Ainda assim, a região norte já se prepara para se tornar o próximo destino.

“Nessa capacitação as questões de segurança vão ser abordadas, lá vamos trocar informações. Um ponto positivo de Mato Grosso do Sul é a questão de segurança, até em Ponta Porão não há casos de violência. A tendência desse mercado é crescer nos próximos dois ou três anos, haverá aumento da demanda, facilitou a entrada do país, vão procurar mais”, relatou.

Com o aumento, emprego para bares e hotelaria também devem crescer, disse o diretor. Bruno citou parceria com organizações e universidades para promover capacitação para o mercado de trabalho de turismo.

“A UEMS está liberando levantamento atual de quais são as demandas de qualificação no Estado, e aí sim vamos fazer novas parcerias [para qualificação]. Tendo isso conseguimos promover cursos para atender de fato o que tem necessidade”, pontuou.

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