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Cidades

HRMS reduz diagnóstico de infecções de 5 dias para horas com nova tecnologia

Equipamento único na rede pública do Centro-Oeste melhora precisão médica e reduz tempo de internação

Por José Cândido | 28/04/2026 13:40
HRMS reduz diagnóstico de infecções de 5 dias para horas com nova tecnologia
Exames que levavam dias agora saem em menos de 24 horas, com impacto direto na recuperação dos pacientes. (Foto divulgação)

O tempo, fator decisivo entre a vida e a morte em casos graves, ganhou um novo aliado dentro do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande. Com a chegada de tecnologia de ponta ao laboratório da unidade, o diagnóstico de infecções deixou de ser uma espera angustiante de dias para se tornar uma resposta em horas.

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O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande, implantou o MALDI-TOF, tecnologia de espectrometria de massa que reduz o tempo de diagnóstico de infecções de até cinco dias para menos de 24 horas. O hospital é o único público do Centro-Oeste com o sistema, que identifica bactérias e fungos com precisão, agiliza tratamentos, combate a resistência bacteriana e reduz internações, otimizando recursos do SUS.

A mudança vem com a implantação do MALDI-TOF, técnica avançada de espectrometria de massa capaz de identificar com rapidez e precisão microrganismos como bactérias e fungos. Hoje, o HRMS é o único hospital público da região Centro-Oeste equipado com o sistema, um salto tecnológico que reposiciona a unidade dentro do atendimento do SUS.

Antes, a identificação do agente causador de uma infecção podia levar até cinco dias. Agora, o resultado pode sair em menos de 24 horas e, em alguns casos, em minutos. Na prática, isso encurta o caminho entre o diagnóstico e o início do tratamento correto.

“Enquanto os métodos tradicionais levam de 48 a 72 horas, o MALDI-TOF entrega o resultado em poucos minutos. Para um paciente em estado grave, como em casos de sepse, cada minuto conta para aumentar as chances de sobrevivência”, explica a bióloga Eliane Borges de Almeida, gerente e responsável técnica do laboratório.

A agilidade tem impacto direto na conduta médica. Com a identificação rápida do microrganismo, o tratamento deixa de ser baseado em tentativa e erro e passa a ser direcionado desde o início. Isso reduz o uso indiscriminado de antibióticos de amplo espectro — uma das principais causas da resistência bacteriana, considerada hoje um dos maiores desafios da medicina.

Além de salvar vidas, a tecnologia também reorganiza o fluxo hospitalar. Segundo a diretora técnica do HRMS, Patrícia Rubini, o ganho não é apenas clínico, mas também estratégico.

“Quando o paciente recebe o antibiótico correto desde o primeiro dia, a recuperação tende a ser mais rápida e segura. Isso se traduz em alta mais precoce, liberação de leitos e uso mais eficiente dos recursos do SUS”, afirma.

Na prática, a redução do tempo de internação permite ampliar o número de atendimentos e aliviar a pressão sobre a rede pública, um efeito em cadeia que beneficia tanto quem está dentro do hospital quanto quem ainda aguarda por uma vaga.

Com o investimento contínuo em tecnologia, o HRMS dá um passo além do atendimento convencional e entra em uma nova fase: a da medicina de precisão aplicada ao SUS, onde cada hora economizada pode representar uma vida preservada.