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Cidades

Inovação antidengue na Capital, não há previsão de Wolbachia para o interior

Ainda não há resultados consolidados, mas secretária de Saúde acredita que o método já se mostra eficaz

Por Cassia Modena | 16/02/2024 09:45
Wolbitos produzidos em biofábrica de Campo Grande, para combater mosquitos com vírus da dengue (Foto: Arquivo/Marcos Maluf)
Wolbitos produzidos em biofábrica de Campo Grande, para combater mosquitos com vírus da dengue (Foto: Arquivo/Marcos Maluf)

À solta desde 2020 no céu de Campo Grande, mosquitos com a bactéria Wolbachia são arma inovadora contra a dengue que pode estar contribuindo para controlar o número de casos na Capital. Os resultados não estão consolidados pela equipe de pesquisadores que coordena o método, mas a secretária municipal de Saúde, Rosana Leite, aposta que o método já afasta epidemia da doença.

Além de Campo Grande, Belo Horizonte (MG) e Petrolina (PE) têm wolbitos, como são chamados os mosquitos, voando para fazer o controle do Aedes aegypti que carrega o vírus da dengue. A previsão é ampliar o programa, que está na fase final antes de possível incorporação ao SUS (Sistema Único de Saúde), mas ainda não para outros municípios de Mato Grosso do Sul.

Segundo a coordenação nacional do método Wolbachia, o Ministério da Saúde, responsável por essa ampliação, confirmou que irá levá-lo também para Natal (RN), Uberlândia (MG), Presidente Prudente (SP), Londrina (PR), Foz do Iguaçu (PR) e Joinville (SC).

Vacina ou mosquito? - O secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, defende que é preciso ter os resultados definitivos quanto à Capital, para também se analisar se é interessante ou não os wolbitos chegarem ao interior de Mato Grosso do Sul.

Somente Campo Grande e as outras duas cidades brasileiras receberam investimento inicial total de R$ 22 milhões para colocar o programa em prática, segundo divulgado pelo Ministério da Saúde na época da primeira soltura.

O secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, durante campanha contra a dengue realizada em dezembro do ano passado (Foto: Arquivo/Alex Machado)
O secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, durante campanha contra a dengue realizada em dezembro do ano passado (Foto: Arquivo/Alex Machado)

Para o secretário, por isso, é necessário comparar o que terá maior custo-benefício e é efetivo a curto e longo prazo em Mato Grosso do Sul, se o Wolbachia ou a vacinação. "Por enquanto, a mensagem é: vamos atuar da maneira que já sabemos que minimiza eventual epidemia, que é combatendo o criadouro dos mosquitos", disse.

A vacina contra a dengue foi incorporada ao SUS no ano passado, e começou a ser distribuída para 521 municípios prioritários no Brasil, na última quinta-feira (8), primeiro para imunizar crianças de 10 e 11 anos. Todas as cidades de Mato Grosso do Sul receberam doses e as disponibilizam.

Primeiro resultado - Cidade carioca que recebeu o plano-piloto do Wolbachia, Niterói teve os resultados divulgados nesta semana. São os primeiros em relação ao programa consolidados no Brasil.

Segundo a secretaria de Saúde do  município, houve redução de cerca de 70% dos casos de dengue, 60% de chikungunya e 40% de zika nas áreas onde houve a intervenção entomológica. Os casos foram caindo ano a ano desde 2015, ano da implantação do projeto.

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