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Cidades

Justiça analisa 37 famílias e recebeu 700 e-mails de interessados em adotar bebê

Busca por adoção de recém-nascida continua até se esgotarem as possibilidades

Por Lucia Morel | 12/05/2022 10:26
Sede do Hospital Universitário em Campo Grande, onde a criança está internada. (Foto: Divulgação HU)
Sede do Hospital Universitário em Campo Grande, onde a criança está internada. (Foto: Divulgação HU)

A busca por família que adote a pequena Maria* continua e são já 700 e-mails e 37 famílias sendo analisadas. O juízo da comarca de Corumbá está recebendo as solicitações e avaliando os casais que, assim que a adotarem, deverão acompanhá-la em hospital até a alta e não levá-la direto para casa, como mostrou o Campo Grande News aqui.

Primeiramente, apenas os cadastrados no SNA (Sistema Nacional de Adoção) estão sendo verificados. Diretora da Coordenadoria de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Célia Ruriko Idie Wolfring, explica que é preciso esgotar as chances dos cadastrados no sistema como aptos à adoção para então os interessados que ligaram e mandaram e-mails passem a ser avaliados.

“Já há pessoas habilitadas que tem o perfil cadastrado lá no sistema e como não foi encontrada família aqui em Mato Grosso do Sul, abre-se a seleção para o Brasil. Esses dados são analisados pela comarca de Corumbá e se não for encontrada família dentro do cadastro, então começa-se a análise dos interessados não cadastrados”, afirma.

Assim, quem entrou em contato com o TJ, conforme Célia, está sendo orientado a aguardar e sabendo que o retorno pode demorar. “Estão sendo analisadas 37 pessoas do cadastro nacional”, informou.

Caso nem no SNA e nem entre os interessados, a criança encontre uma família para acompanhá-la, a saída será encaminhá-la para a guarda provisória. “Não tem como trabalhar com prazo para que ela seja adotada. É uma análise criteriosa e são mais de 700 e-mails. Vamos entrando em contato conforme a ordem de recebimento e é a equipe da comarca, que não é muito grande, que faz a triagem”, pondera a diretora.

Caso - A recém-nascida de apenas 42 dias está internada em estado crítico no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande, e sozinha, depois que a mãe morreu dias após o parto, em Corumbá, cidade a 419 km da Capital.

A mãe biológica faleceu sem ter passado por nenhuma consulta de pré-natal e com isso, a bebê nasceu com graves problemas de saúde.

Atualmente, 86 crianças e adolescentes entre 0 e 18 anos estão disponíveis para adoção em Mato Grosso do Sul. Até 2 anos de idade são apenas quatro e de 2 a 6 anos, 16 crianças.

Serviço - Para tentar facilitar o acesso a casais interessados, o juízo está disponibilizando também um contato via WhatsApp pelo (67) 3907-5760. Há ainda o número (67) 98462-8245 ou o e-mail: adocao.coordenadoria@tjms.jus.br.

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