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Cidades

Justiça decreta sigilo para operação que já teve “Playboy da Mansão” como alvo

Na primeira etapa, a força-tarefa investigou a venda de produtos importados sem pagamento de impostos

Por Anahi Zurutuza | 26/05/2021 10:15
Marcel Hernandes Colombo quando chegou para audiência de custódia após ser preso na Operação Harpócrates (Foto: André Bittar/Arquivo Campo Grande News)
Marcel Hernandes Colombo quando chegou para audiência de custódia após ser preso na Operação Harpócrates (Foto: André Bittar/Arquivo Campo Grande News)

A Justiça Federal determinou que as ações da Operação Harpócrates 2, deflagradas nesta quarta-feira (26), sejam mantidas em sigilo. Nesta manhã, policiais federais e agentes da Receita saíram às ruas de Campo Grande e Chapadão do Sul em busca de provas contra esquema de contrabando investigado desde 2017, quando um dos alvos foi o empresário Marcel Costa Hernandes Colombo, conhecido como o “Playboy da Mansão”.

Na primeira etapa, a força-tarefa investigou a venda de produtos importados sem pagamento de impostos, crime de descaminho. Marcel ficou conhecido como “Playboy da Mansão” por dar festas em casa de alto padrão no Carandá Bosque e, em abril de 2016, após ser detido, ironizar a situação dizendo à uma equipe de reportagem que logo estaria solto, porque tinha dinheiro no bolso, além de zombar de jornalista que estava trabalhando num feriado.

O empresário, dono de loja de roupas importadas, chegou a ser preso na Harpócrates. Ele foi executado a tiros aos 31 anos, em outubro de 2018. O crime só foi desvendado depois, durante as investigações da Operação Omertà, coordenadas pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), que chegaram à milícia armada liderada por Jamil Name e o filho, Jamilzinho. Colombo foi um dos alvos da quadrilha, segundo as apurações.

PF e Receita apreenderam 5 veículos elétricos em loja de hotel na Afonso Pena (Foto: Henrique Kawaminami)
PF e Receita apreenderam 5 veículos elétricos em loja de hotel na Afonso Pena (Foto: Henrique Kawaminami)

Fase 2 – Nesta quarta-feira, o alvo é esquema de contrabando de produtos eletrônicos que mantém três lojas – duas delas em shopping e hotel luxuoso da Capital e a terceira, em Chapadão do Sul – e têm clientes famosos “de renome nacional”. Nenhum nome foi divulgado.

Três anos e meio depois de ser alvo da primeira operação, o esquema de contrabando voltou para a mira. A ostentação de alguns dos investigados chamou a atenção da força-tarefa.

A Operação Harpócrates 2 cumpre mandado de prisão preventiva, 14 ordens de busca e para o sequestro de 2 imóveis, 3 veículos e valores existentes em contas bancárias de 4 investigados.

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