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Cidades

Justiça mantém prisão preventiva de envolvidos em operação do Gaeco

Magistrado justificou decisão por não dispor de elementos a serem analisados

Gustavo Bonotto e Lucia Morel | 05/07/2023 22:55
Evelym Almeida Barbosa e Thiago Cardoso Ramos, presos nesta quarta-feira (5). (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Evelym Almeida Barbosa e Thiago Cardoso Ramos, presos nesta quarta-feira (5). (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Justiça manteve as prisões preventivas dos envolvidos que foram alvos de operação policial do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) na cidade de Iguatemi, a 412 quilômetros de Campo Grande, nesta quarta-feira (5).

São eles: Evelym Almeida Barbosa, Gislaine Dias Camargo Ramos, Jacira da Paixão, Jhonatan Luiz Correia Mota, Joice Paula dos Santos, Luana Venturini Militz e Thiago Cardoso Ramos.

De acordo com o juiz substituto Antônio Adonis Mourão Júnior, da Vara Única do município, não houve qualquer fato relevante durante audiência de custódia.

Sendo assim, o magistrado manteve a decisão do prolator com a justificativa de que "este juízo não dispõe de elementos para tanto neste momento, sem contar que não é de sua competência a análise de tais pedidos".

Histórico - A Operação Anarque foi acompanhada pela equipe da Coordenadoria Militar em Iguatemi. Arsenal de 15 armamentos diferentes foi apreendido na casa de Luiz Fernando, principal alvo do Gaeco. Espingardas, pistolas, rifle e carabinas, além de 29 carregadores e 9,1 mil munições foram encontradas no local.

Na casa de Thiago e Evelym, os policiais encontraram seis munições intactas e um revólver da marca Smith & Wesson, calibre 38 milímetros.

Segundo a investigação, eram duas organizações criminosas lideradas por advogados responsáveis por mais de 70 mil ações judiciais em todas as regiões do país, muitas delas consideradas temerárias (precipitadas) pelo Poder Judiciário.

Luiz Fernando já foi alvo do Gaeco no estado vizinho, Mato Grosso, e ainda responde a processo no Tribunal de Ética da OAB/MS. Ele também foi foco de matéria da TV Bandeirantes sobre advocacia predatória no final de 2021.

Levantamento de abril do ano passado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul indicou o advogado como um dos principais responsáveis pela chamada “advocacia predatória”, que é o ajuizamento de centenas ou milhares de ações repetitivas, ou seja, tendo o mesmo objeto, mas com autores diferentes.

Na época, o TJMS mostrou que a advocacia predatória é o “ajuizamento de causas fabricadas em lotes imensos de processos, geralmente trazidas por poucos escritórios de advocacia que praticam captação de clientela em massa”.

A operação - Advogados, vereadores e servidores públicos são alvos da Operação Arnaque, deflagrada pelo Gaeco nesta quarta-feira. Eles são investigados por aplicarem golpes em banco e clientes, que somam prejuízo de R$ 190 milhões. Hoje, são cumpridos 39 mandados de prisão preventiva e 51 de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul e outros sete estados brasileiros.

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