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Cidades

Lotação de UTIs não cai e infectologistas pedem restrições severas por 14 dias

Para profissionais, ampliação de leitos de UTI não deu resultado e contaminados e mortes seguem crescendo

Por Lucia Morel | 24/03/2021 16:12
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Carta aberta da Sims (Sociedade de Infectologia de Mato Grosso do Sul) afirma que a ampliação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) não foi capaz de solucionar problemas decorrentes da covid-19 e pede restrições mais rígidas para conter a doença em todo o Estado.

O grupo, encabeçado pela presidente da Sims, Andréa de Siqueira Campos Lindenberg, enumera o colapso em andamento no sistema de saúde, citando entre os problemas, o aumento de vítimas intubadas em postos de saúde “sem vagas para a transferência imediata” e maior “rotatividade de leitos públicos e privados em razão do grande volume de óbitos diários e não propriamente da recuperação de pacientes graves”.

Para os especialistas, a taxa alarmante de praticamente mil casos novos todos os dias no Estado, implica numa média de 150 pessoas internadas ao dia, com pelo menos 50 delas precisando de UTI.

Como a “duração média de internação é próxima de 14 dias para os casos acumulados (independente do desfecho, i.e. alta ou óbito), podemos constatar que a estratégia da adoção da Ampliação de Leitos sob demanda para os Doentes Graves não foi capaz de controlar o impacto da transmissão do vírus”, cita a nota.

Orientações da Sociedade para conter a circulação do vírus. (Foto: Reprodução)
Orientações da Sociedade para conter a circulação do vírus. (Foto: Reprodução)

Com isso, os profissionais apelam pela redução da circulação do vírus, que só pode ser alcançada com “medidas rigorosas de distanciamento social e redução da circulação de pessoas”, o que deve ser adotado tanto pelas instituições quanto pela população.

Os profissionais pedem ainda que as ações durem 14 dias, porque “medidas verdadeiramente restritivas puderam reduzir a sobrecarga do sistema de saúde em cidades do Brasil e em outros países que as adotaram. Países conseguiram salvar vidas, evitar sequelas e economizar recursos da saúde pública baseados em distanciamento social rigoroso”, com grifo original.

Por fim, os médicos da Sbim lembram que a vacina é “uma esperança emergencial para convivermos com nossos familiares e amigos o mais breve possível”, mas pondera que “até lá, os recursos individuais de que dispomos são: o distanciamento, o uso da máscara adequada e a higiene das mãos”, reforçando ainda o coro contra tratamentos não comprovados, que podem até complicar a saúde já comprometida pela covid-19.

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