Mais da metade dos indígenas esperando por adoção no País é de MS
Mas no Estado, crianças e adolescentes pardos são maioria entre os disponíveis
São 22 as crianças e adolescentes indígenas aguardando uma família que os adote em Mato Grosso do Sul. O número é mais do que a metade do total de esperas no País, conforme levantamento do Observatório da Cidadania, vinculado à UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), divulgado hoje (28).
RESUMO
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Mato Grosso do Sul tem 22 crianças e adolescentes indígenas à espera de adoção, o que corresponde a 52% dos 42 registrados no país, segundo o Observatório da Cidadania da UFMS, com dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento do CNJ. O Estado tem 156 crianças e adolescentes disponíveis e 245 pretendentes habilitados. Entre os menores, 65% têm ao menos um irmão no cadastro. O processo de adoção é gratuito e começa na Vara da Infância e da Juventude.
Os dados foram consultados no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que registra o total de 42 indígenas aptos em todo o Brasil. A quantia em Mato Grosso do Sul representa 52% disso tudo.
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Pessoas e casais que têm intenção e estão habilitados para adotar somam 245 no Estado, que tem 156 crianças e adolescentes disponíveis. Não estão vinculadas a pretendentes 112, enquanto 44 estão na fase de aproximação com possíveis famílias.
A relação entre esperas e habilitados em Mato Grosso do Sul espelha o cenário nacional: são 31.446 pretendentes e 6.251 crianças e adolescentes para adoção. Há mais candidatos a adotar do que pessoas que podem ser adotadas.
Perfis - Entre os habilitados a adotar em Mato Grosso do Sul:
163 são casais com casamento civil;
50 vivem em união estável;
27 são mães ou pais solos;
e cinco não informaram o perfil familiar.
Ele repete o padrão nacional, em que 18.992 são casados no civil; 8.507 vivem em união estável; 3.137 são mães ou pais solos; e 810 não informaram.
Já entre as crianças e adolescentes de Mato Grosso do Sul, o sexo masculino e a cor parda são características da maioria:
91 são do sexo masculino;
65 são do sexo feminino;
89 são autodeclarados pardos;
30 são autodeclarados brancos;
22 são autodeclarados indígenas, como já citado;
e 15 são autodeclarados pretos.
Irmãos - Em Mato Grosso do Sul, 102 (65%) têm ao menos um irmão no cadastro: 33 têm um irmão; 32 têm dois; 22 têm três; e 15 possuem mais de três irmãos.
No Brasil, são 2.230 sem irmãos; 1.411 com um irmão; 1.108 com dois; 804 com três; e 698 com mais de três irmãos.
“Acompanhar e dar visibilidade a esses dados é um ato contínuo de cidadania e controle social. A adoção não deve ser encarada apenas sob a perspectiva do desejo individual dos adultos, mas principalmente como uma política pública voltada a garantir o direito à convivência familiar e comunitária”, comenta o coordenador do Observatório da Cidadania e professor, Samuel Oliveira.
Como adotar - O processo para quem deseja adotar uma criança ou adolescente é gratuito e começa na Vara da Infância e da Juventude da cidade onde o interessado mora. Podem se candidatar pessoas a partir de 18 anos, independentemente do estado civil, desde que cumpram os requisitos legais. A lei também exige uma diferença mínima de 16 anos entre quem adota e quem será adotado.
Os interessados precisam apresentar documentos, passar por uma avaliação da equipe técnica do Judiciário e participar de um curso obrigatório de preparação para a adoção. Depois dessas etapas, o juiz analisa o pedido e o parecer do Ministério Público para decidir se autoriza a habilitação.
Com a aprovação, os candidatos entram no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, que ajuda a encontrar famílias para crianças e adolescentes disponíveis para adoção em Mato Grosso do Sul e em outros estados. A busca considera as regiões escolhidas pelos interessados, a compatibilidade dos perfis, a ordem do cadastro e, principalmente, o bem-estar da criança ou do adolescente.
Mais informações estão disponíveis no site do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), https://www.cnj.jus.br/programas-e-acoes/adocao/.
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