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Cidades

Mais de 80 mil pessoas estão em fila de espera para receber Auxílio Brasil em MS

Fila de espera é a maior desde novembro de 2021, segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios

Por Ana Oshiro | 30/06/2022 10:55
Em todo Brasil 2,7 milhões de famílias esperam para receber Auxílio Brasil (Foto: Divulgação)
Em todo Brasil 2,7 milhões de famílias esperam para receber Auxílio Brasil (Foto: Divulgação)

Em todo Mato Grosso do Sul 84.624 pessoas, de 41.266 famílias, ainda não foram contempladas para receber o Auxílio Brasil e estão na fila de espera. Os números foram divulgados por um levantamento realizado pela CNM (Confederação Nacional de Municípios) sobre a demanda reprimida do Programa Auxílio Brasil.

Os dados são referentes ao mês de abril deste ano e, ao todo, são 2,7 milhões de famílias com perfil para receber os recursos em todo Brasil. A fila de espera é considerada a maior desde novembro de 2021, quando o Auxílio Brasil substituiu o Programa Bolsa Família.

A atualização do levantamento foi feita com base nos dados divulgados pelo Cecad (Consulta, Seleção e Extração de Informações do CadÚnico). Em novembro do ano passado, a demanda reprimida por família chegou a 3,1 milhões. O número também teve expressivo crescimento em relação a março de 2021, mês anterior à última atualização do Cecad, ocasião em que o volume de pessoas foi de 1,3 milhão.

Segundo o levantamento da CNM, o aumento pode ser explicado por alterações na matriz do programa, como ampliação da renda per capita para definição de extrema pobreza, que passou de R$ 89,00 para R$ 105,01; e pobreza, que passou de um intervalo de R$ 89,01 a R$ 178,00 para R$ 105,01 a R$ 210,00; assim como o benefício composição familiar, antes concebido no escopo do Bolsa Família nos benefícios variáveis, que cobria a faixa etária de 16 a 17 anos, e com o Auxílio Brasil passa a ser direcionado também a jovens de 18 a 21 anos incompletos.

Ao realizar o estudo por dados regionais, a CNM apontou que em números absolutos, o Sudeste (981 milhões de famílias) e Nordeste (963 milhões de famílias) continuam sendo as regiões com maior demanda reprimida em abril de 2022. No entanto, Norte e Centro-Oeste têm apresentado o maior crescimento com, respectivamente, 232% e 139%.

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