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Cidades

Mato Grosso do Sul tem a terceira menor taxa de extrema pobreza do país

Políticas públicas desenvolvidas no Estado ajudam a população a ter melhores condições

Antonio Bispo | 10/07/2023 15:09
Número de pessoas em extrema pobreza caiu no Estado. (Foto: Arquivo/Paulo Francis)
Número de pessoas em extrema pobreza caiu no Estado. (Foto: Arquivo/Paulo Francis)

O cálculo desenvolvido pelo IJSN (Instituto Jones do Santos Neves) e divulgado nesta segunda-feira (10) coloca Mato Grosso do Sul na 3ª posição de Estado brasileiro com a menor taxa de extrema pobreza.

Conforme divulgado pelo próprio Governo de Mato Grosso do Sul, o pesquisador do instituto e professor da UVV (Universidade Vila Velha) Pablo Lira, após examinar os dados, constatou que a pobreza e a extrema pobreza devem seguir em queda em todo o país.

“Considerando os recentes aprimoramentos proporcionados pela retomada do programa Bolsa Família, bem como levando em conta os efeitos do Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência (BPC-LOAS) e de outras políticas públicas de assistência social nas escalas federal, estadual e municipal, a pobreza e extrema pobreza provavelmente seguirão em tendência de redução em 2023. Uma boa notícia para os brasileiros que acreditam em um país mais próspero, menos desigual e com mais justiça social!”, diz o pesquisador.

Segundo os dados, MS alcançou a marca de 2,8% em relação à extrema pobreza em 2022. Na frente, apenas o Distrito Federal (2,0%) e Santa Catarina (1,9%) tiveram melhores resultados. Para chegar ao resultado, o instituto utiliza os microdados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O governador do Estado, Eduardo Riedel (PSDB), diz que o combate à extrema pobreza é compromisso desde quando assumiu o cargo.

“É nosso dever assistir os mais vulneráveis, sem, no entanto, compactuar com a eternização da pobreza extrema. Nosso grande desafio sempre será incluir à vida produtiva a cidadania plena, os que estão à margem da nossa sociedade organizada. Os programas sociais se somarão a outras iniciativas na busca permanente pela plena cidadania a cada sul-mato-grossenses, esforço para ir além dos limites da tradicional transferência de renda, buscando a redução efetiva e consistente da extrema pobreza”, afirmou.

Já para a secretária da Sead (Secretaria Estadual de Assistência Social e dos Direitos Humanos), Patrícia Cozzolino, o desempenho alcançado pelo Estado é resultado de ações diretas das políticas públicas praticadas na região.

“O trabalho direto das políticas públicas favorece, sem dúvidas, para que tenhamos esse resultado. É um trabalho que, com certeza, chega nas famílias em vulnerabilidade social e transforma realidades. Quando olhamos para programas, como o Mais Social e o Vale Universidade, por exemplo, temos um modelo prático e efetivo de combate às desigualdades. Podemos citar ainda as transferências fundo a fundo, diretamente aos municípios, que garantem o funcionamento de serviços aos jovens, crianças e idosos. Esses elementos, somados ao forte desenvolvimento econômico do Estado, é que nos faz avançar sem deixar ninguém para trás”, explicou.

Além dos programas sociais, a desoneração de tributos impostos pelo Governo do Estado chegou à população mais carente. Lançado em maio pelo governador Eduardo Riedel, o pacote de redução e isenção de tributos incluiu vinagre, farinha de mandioca, erva-mate do tereré, sabonete, farinha de milho e fubá na lista dos itens da cesta básica com redução da carga tributária de ICMS, se igualando ao arroz e feijão. A redução foi de 58%.

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