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Cidades

MS tem meta de coletar perfil genético de 1,3 mil presos neste ano

Material é enviado para o Banco Nacional de Perfis Genéticos, em parceria com o Ministério da Justiça

Por Leonardo Rocha | 15/11/2019 14:21
Coleta genética no Centro de Triagem “Anízio Lima” (Foto: Divulgação - Governo MS)
Coleta genética no Centro de Triagem “Anízio Lima” (Foto: Divulgação - Governo MS)

Mato Grosso do Sul já começou a fazer os mutirões nas unidades penais para coleta de amostra biológica dos detentos, que vão fazer parte do Banco Nacional de Perfis Genéticos. A meta no Estado é realizar 1,3 mil procedimentos até o final deste ano, seguindo assim a parceria feita com a Senasp (Secretaria Nacional de Segurança).

Estes dados coletados irão fazer parte de um conjunto de informações sobre condenados por crimes hediondos e de violência sexual de todo o País. “omo os dados são nacionais, isso possibilita achar autoria de vários crimes em locais diferentes; é literalmente um sistema que busca autoria de crimes”, disse a coordenadora-Geral de Perícias, Glória Setsuko Suzuki.

Esta parceria entre Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e Senasp, faz parte de uma determinação do Ministério da Justiça. Aqui conta com o apoio da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses e Coordenadoria-Geral de Perícias.

A coleta (detentos) é feita com a extração da mucosa bucal, que é passado na boca para retirada de saliva. Até o momento já foram feitos 438 procedimentos em Campo Grande (homens e mulheres), que cumprem penas por crimes sexuais e hediondos.

Segundo o governo, houve uma ação (coleta) no Instituto Penal de Campo Grande, em abril, com atendimento de 300 presos. Já neste mês os procedimentos foram feitos no Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi”, Presídio de Trânsito e no Centro de Triagem “Anízio Lima”.

A previsão é de nova coleta na Penitenciária de Dois Irmãos do Buriti, já na próxima semana. “Esse trabalho é muito importante e vai contribuir não só na solução de crimes, mas como na diminuição de delitos também”, disse a diretora Instituto de Análises Laboratoriais Forenses, Josemirtes Socorro Fonseca.

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