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Cidades

MS tem quatro nomes em nova lista dos fugitivos mais perigosos do Brasil

Site com os 26 criminosos mais procurados do Brasil foi lançado nesta quinta-feira pelo ministro Sérgio Moro

Por Marta Ferreira | 30/01/2020 17:19
José Moreira Freires, de barba, e Juanil Miranda Lima são apontados como pistoleiros de aluguel e estão em lista do Ministério da Justiça). (Foto: Ministério da Justiça)
José Moreira Freires, de barba, e Juanil Miranda Lima são apontados como pistoleiros de aluguel e estão em lista do Ministério da Justiça). (Foto: Ministério da Justiça)

Lista dos criminosos mais procurados do País divulgada nesta quinta-feira (30) pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, tem quatro nomes de Mato Grosso do Sul.

Dois são apontados como pistoleiros de milícia armada alvo da operação Omertà, um é ligado ao tráfico de drogas e integrante de facção criminosa, “braço direito” de Fernandinho Beira-Mar, e o quarto já foi considerando um dos principais chefes de máfia do contrabando do cigarro no Estado.

Os dois pistoleiros de aluguel são José Moreira Freires, 46 anos, conhecido como "Zezinho", e Juanil Miranda Lima, 43 anos. Ambos estão foragidos desde abril do ano passado e foram denunciados como responsáveis pela execução, por engano, do estudante Matheus Coutinho Xavier, 20 anos, dias antes  de desaparecerem.

"Zezinho" tem condenação a 18 anos pela execução do delegado de Polícia Civil Paulo Magalhães, ocorrida em junho de 2012. Ele estava usando tornozeleira eletrônica enquanto aguardava a apelação da sentença e mesmo assim, segundo as investigações da operação Omertà, atuou na morte do estudante no dia 9 de abril de 2019, usando bloqueador eletromagnético para enganar o monitoramento de condenados nessa condição.

No material divulgado pelo Ministério da Justiça, Juanil e "Zezinho" são indicados, ainda, como suspeitos da execução de Orlando da Silva Fernandes, o “Bomba”, em outubro de 2018.

“Bomba”, de 41 anos, é identificado como ex-segurança do traficante Jorge Rafaat Toumani, que por sua vez foi executado com armamento de guerra, em 2016, em Ponta Porã, cidade separada por apenas uma rua de Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

Fabio Costa, o "Pingo", à esquerda, é apontado como chefe de máfia do cigarro. "Leozinho", à direita,  foi liberado de presídio pela Justiça, mesmo tendo penas a cumprir.
Fabio Costa, o "Pingo", à esquerda, é apontado como chefe de máfia do cigarro. "Leozinho", à direita, foi liberado de presídio pela Justiça, mesmo tendo penas a cumprir.

Aliado de Beira-Mar - Outro personagem com origem em Mato Grosso do Sul no “procura-se” do Ministério da Justiça é Leomar Oliveira Barbosa, 56 anos, apelidado de “Leozinho” e também de “Playboy”.

Nascido em Ponta Porã, ele é definido como “membro da maior facção criminosa do Rio de Janeiro, possui conexão com as Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia] e foi braço direito de Luis Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar”. A facção é CV (Comando Vermelho).

Segundo o Ministério, "Leozinho" foi acusado de ser um dos operadores da Conexão Atibaia, como um dos responsáveis pela logística de operações para envio de cocaína do Paraguai a um aeroclube em Atibaia (SP).

Leomar Barbosa foi solto indevidamente do Presídio Estadual de Formosa (GO) em 2018, após cumprimento de alvará da Justiça Federal em Goiás. Ele tinha duas condenações a cumprir e portando não poderia ganhar a liberdade.

Máfia do cigarro – Quarto nome sul-mato-grossense na relação lançada hoje, o ex-policial militar do Mato Grosso do Sul Fabio Costa, chamado de “Pingo” ou “Japonês”, é suspeito de corromper agentes públicos para assegurar a passagem de cargas de cigarro contrabandeado pelas estradas.

“Foi preso em 2011 pela Polícia Federal na Operação Marco 334, deflagrada para desarticular uma quadrilha de contrabandistas de cigarro”, diz seu perfil feito pelo órgão federal. É suspeito ainda de participação de ataque à casa de inspetor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) de Dourados, em 2017, após apreensão de carga de cigarros contrabandeados avaliada em R$ 14 milhões.

Além desses nomes, há outros de pessoas que não são de Mato Grosso do Sul, mas tem ligação com o crime organizado feito através dos países fronteiriços, como o Paraguai e a Bolívia e que, portanto, podem estar nestas regiões.

O ministro Sérgio Moro lançou iniciativa nesta quinta-feira, em Brasília. Atualização será mensal.
O ministro Sérgio Moro lançou iniciativa nesta quinta-feira, em Brasília. Atualização será mensal.

Entenda - A lista, que será permanente, traz segundo o Ministério o nome de pessoas acusadas de crimes graves e violentos, com mandados de prisão em aberto e que são ligadas a organizações criminosas.

Disponível no site do ministério, a listagem será atualizada mensalmente.

O levantamento foi feito com base em informações obtidas com as áreas de segurança estaduais e a partir de 11 critérios objetivos, como posição de liderança em organização criminosa, capacidade financeira para investir em atividades criminosas, atuação interestadual e internacional, entre outras.

Ao anunciar a iniciativa, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, a lista é importante para facilitar as prisões dos criminosos para que possam cumprir as penas e enfraquecer a atuação dos crimisosos.

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