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Cidades

Mulheres lideraram os casos de covid-19 em MS

Entre o grupo de 18 anos ou mais que contraíram o vírus, 31,8% eram homens e 36,0% mulheres, aponta o IBGE

Por Mylena Fraiha | 24/05/2024 15:36
Mulher tem temperatura aferida por profissional da saúde, durante pandemia de covid-19 na Capital (Foto: Arquivo/Campo Grande News)
Mulher tem temperatura aferida por profissional da saúde, durante pandemia de covid-19 na Capital (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Em Mato Grosso do Sul, as mulheres lideraram os casos de covid-19 em ambos os grupos de idade, de 5 a 17 anos e de 18 anos ou mais, conforme apontado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (24).

O levantamento do IBGE foi realizado no primeiro trimestre de 2023. De acordo com os dados, um total de 778 mil pessoas com 5 anos ou mais no estado contraíram covid-19 no referido período. Desse contingente, 78 mil tinham entre 5 e 17 anos, enquanto 700 mil tinham 18 anos ou mais, o que representa 14,9% e 33,9% da população sul-mato-grossense, respectivamente.

Entre os jovens de 5 a 17 anos, 13,7% eram homens e 16,3% mulheres. No grupo de 18 anos ou mais, 31,8% eram homens e 36,0% mulheres, o que reitera a maior incidência entre as mulheres.

Sintomas - Em MS, 26,8% das pessoas relataram a permanência ou surgimento de sintomas de covid-19 após 30 dias. Esse efeito a longo prazo ficou conhecido pelos termos “pós-Covid” ou “Covid longa”, condição reconhecida pela Organização Mundial de Saúde desde outubro de 2021.

No ranking entre as unidades da federação, Mato Grosso do Sul ficou na 8ª posição em relação aos casos de Covid longa, com Acre (35,6%) e Goiás (35,0%) nas primeiras posições, e Amapá (17,4%) e Rio de Janeiro (17,7%) nas últimas.

No Brasil, 89,7% das pessoas que tiveram a doença apresentaram sintomas na primeira ou única vez, enquanto 10,0% foram assintomáticas. Adicionalmente, 4,2% das pessoas que tiveram ou acreditam ter tido covid-19 precisaram ser internadas.

“É possível relacionar a ocorrência de internação com a vacinação, considerando que o objetivo da imunização é proteger contra formas graves da doença. Verifica-se que entre os não vacinados, o percentual de internados foi maior do que entre os vacinados”, destacou a analista do IBGE, Rosa Dória.

Entre os não vacinados, 5,1% precisaram ser internados; entre os que tomaram uma dose, 3,9%; e entre os que tomaram duas doses ou mais, 2,5% precisaram ser internados.

Panorama - Estima-se que 55 milhões de pessoas tiveram covid-19 confirmada por teste ou diagnóstico médico até o primeiro trimestre de 2023, representando 27,4% da população de 5 anos ou mais do país. Desses, 25,1 milhões eram homens e 29,9 milhões eram mulheres (25,7% e 29,1% dos totais de homens e mulheres, respectivamente).

A pesquisa também mostrou que 49,9 milhões de adultos, pessoas de 18 anos ou mais, relataram ter testado positivo ou recebido diagnóstico médico de covid-19. Entre crianças e adolescentes, de 5 a 17 anos, esse número foi de 5,1 milhões.

“Esses dados diferem daqueles publicados no painel covid-19 do Ministério da Saúde, pois alguns casos podem não ter sido notificados nos sistemas oficiais, ou podem ter sido realizados autotestes, sem que a pessoa tenha procurado um serviço de saúde para notificação do caso confirmado”, observou o IBGE.

Os resultados da Pnad são baseados em entrevistas com aproximadamente 210 mil domicílios em todo o país.

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