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Campo Grande, Domingo, 26 de Maio de 2019

20/03/2019 07:34

Operação desmonta plano de facção para executar 12 servidores em MS

Conforme a delegada Ana Cláudia Medina, a central do grupo foi montada de forma compartimentada e reservada dentro facção

Viviane Oliveira
Movimentação de policiais da Deco no Presídio de Segurança Máxima (Foto: Henrique Kawaminami)Movimentação de policiais da Deco no Presídio de Segurança Máxima (Foto: Henrique Kawaminami)
Policiais do Batalhão de Choque deram apoio à operação (Foto: Henrique Kawaminami) Policiais do Batalhão de Choque deram apoio à operação (Foto: Henrique Kawaminami)

A Operação Impetus (contra-ataque), realizada pela Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado) nesta manhã (20), cumpre mandados no Presídio de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho em Campo Grande e na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) para desmontar central de inteligência do PCC (Primeiro Comando da Capital) que planejava executar 12 servidores da segurança pública no Estado. Policiais do Batalhão de Choque dão apoio à operação. 

Cinco dos 20 alvos da ação já foram levados para prestar esclarecimentos na delegacia. Eles foram identificados como Augusto Macedo Ribeiro, o Abraão, Laudemir Costa dos Santos, o dentinho, Willyan Luiz de Figueiredo, o Daniel, Diego Duveza Lopes Nunes, o Pitbull, e Wantensir Sampatti Nazareth, o Inverno. O grupo, segundo a polícia, tinha a função de liderança e era responsável pela Central de Inteligência do PCC. Eles serão indiciados pelos crimes de ameaça e organização criminosa.

Conforme a delegada Ana Cláudia Medina, responsável pelas investigações, a central de inteligência do grupo criminoso foi montada de forma compartimentada e reservada dentro da própria facção. Presos com funções de liderança criminosa recrutaram internos integrantes do PCC distribuídos entre os presídios fechado, aberto, semiaberto e alguns simpatizantes, repassando-lhes a missão, chamada de "salve do quadro" para que levantassem de forma sigilosa dados pessoais e profissionais de servidores de segurança pública para executá-los.

Segundo as investigações, que começaram há 4 meses, a central de inteligência do crime organizado fazia levantamentos de dados dos mais variados que levassem a identificação e localização exata do servidores. Os presos encarregados pela inteligência da facção faziam pesquisas em redes sociais, fontes oficiais, como cadastros de dados publicados em páginas oficiais do Estado e publicações funcionais em diários oficiais. 

Os integrantes, então, encarcerados repassavam de forma sigilosa e reservada os dados produzidos para os comparsas foragidos ou em liberdade condicional a missão de continuar com os levantamentos de campo e acompanhar a rotina dos alvos tratados pela facção como “opressores da irmandade” e dos familiares deles.

Ação criminosa semelhante desarticulada pela Deco nesta manhã havia sido instalada em outros Estados, resultando na execução e morte de três servidores de presídios federais.



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