Pai, advogada e psicóloga lideram tráfico na rota entre Corumbá e MG, diz PF
Lista de bens inclui motorhome de 1,2 milhão e cavalo de raça de R$ 50 mil

O tráfico de cocaína na chamada “Rota do Minério”, entre Corumbá e Minas Gerais, era negócio de família. Conforme divulgado pelo G1, a operação da PF (Polícia Federal) mirou pai e duas filhas, sendo uma advogada e a outra psicóloga. O grupo é suspeito de movimentar R$ 70 milhões em valores sem lastro, nos últimos cinco anos.
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Os investimentos foram em cavalos de raça, cada exemplar avaliado em R$ 50 mil, imóveis de luxo, moto aquática e motorhome que vale R$ 1,2 milhão. A casa sobre rodas tem cozinha equipada, sala de TV, dois quartos e dois banheiros.
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Segundo a PF, Mario Sergio Nunes e as filhas Brenda da Silva Nunes e Bruna Nunes formavam o núcleo principal da organização criminosa alvo da Operação Mens Occulta, deflagrada ontem (dia 2). Mario e Brenda foram presos em hotel de Uberlândia (MG).
A operação também teve ordens judiciais em Campo Grande e Corumbá. O motorista Anderson Ramos Oliveira de Lima, de 43 anos, foi preso em casa, no Residencial Figueiras do Parque, na Capital. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Tupaciguara (MG). O processo tramita em sigilo. O mandado foi expedido com base na Lei Antidrogas.
O preso vai passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (dia 3), no Fórum de Campo Grande.
De acordo com o delegado Felipe Martins Perez Garcia, da PF de Minas Gerais, a investigação começou em 2024.
“A cocaína era trazida de Corumbá, vinda da região conhecida como Rota do Minério, do Mato Grosso do Sul para a região do Triângulo Mineiro. Com acesso ao celular do motorista, descobrimos que a droga viria para Uberlândia e conseguimos identificar essa liderança local, que trazia bastante droga”.
Ao longo das investigações, em 11 flagrantes lavrados contra a organização criminosa, foram apreendidas cerca de 2,9 toneladas de cocaína, provenientes de Corumbá.

Conforme o delegado, o esquema de lavagem de dinheiro incluía os chamados “laranjas”, que emprestavam o nome para a organização criminosa. “O modus operandi era angariar pessoas que estavam dispostas a fornecer CPF e CPNJ para poder criar as empresas de fachada. Elas não existiam no local onde estavam sediadas e com quantidade de valores extremamente alta. Na casa de dezena de milhões de reais”. Na sequência, o dinheiro era destinado à compra de bens de luxo.
O nome da operação é a tradução em latim da expressão “mente oculta”, fazendo referência ao modo de agir do líder do grupo, que atuava sempre às ocultas, sem expor a si mesmo e sua família.
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