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Cidades

Tráfico de toneladas de cocaína usa “Rota do Minério” entre Corumbá e MG

Com base em Uberlândia, o grupo criminoso é suspeito de movimentar R$ 70 milhões

Por Aline dos Santos | 02/06/2026 11:58


RESUMO

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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (2) a Operação Mens Occulta contra o tráfico de cocaína pela "Rota do Minério", que liga Corumbá, na fronteira com a Bolívia, ao Triângulo Mineiro. Investigações iniciadas em 2024 resultaram na apreensão de 2,9 toneladas de cocaína em 11 flagrantes. O grupo é suspeito de movimentar R$ 70 milhões por meio de empresas de fachada e compra de bens de luxo. A operação cumpriu mandados em Campo Grande e Corumbá.


Alvo da Operação Mens Occulta, deflagrada pela PF (Polícia Federal) nesta terça-feira (dia 2), o tráfico de toneladas de cocaína usa a “Rota do Minério” para ligar Corumbá, fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia, ao Triângulo Mineiro, em Minas Gerais.

De acordo com o delegado Felipe Martins Perez Garcia, da PF de Minas Gerais, a investigação começou em 2024.

“A cocaína era trazida de Corumbá, vinda da região conhecida como Rota do Minério, do Mato Grosso do Sul para a região do Triângulo Mineiro. Com acesso ao celular do motorista, descobrimos que a droga viria para Uberlândia e conseguimos identificar essa liderança local, que trazia bastante droga”.

Ao longo das investigações, em 11 flagrantes lavrados contra a organização criminosa, foram apreendidas cerca de 2,9 toneladas de cocaína, provenientes de Corumbá. O grupo criminoso é suspeito de movimentar R$ 70 milhões em valores sem lastro, nos últimos cinco anos.

Tráfico de toneladas de cocaína usa “Rota do Minério” entre Corumbá e MG
Agente da PF em operação contra grupo criminoso suspeito de movimentar R$ 70 milhões. (Foto: Divulgação)

Conforme o delegado, o esquema de lavagem de dinheiro incluía os chamados “laranjas”, que emprestavam o nome para a organização criminosa. “O modus operandi era angariar pessoas que estavam dispostas a fornecer CPF e CPNJ para poder criar as empresas de fachada. Elas não existiam no local onde estavam sediadas e com quantidade de valores extremamente alta. Na casa de dezena de milhões de reais”.

Na sequência, o dinheiro era destinado à compra de bens de luxo, como cavalos de raça, veículos, residências, coberturas, ranchos. "Bens que eram de padrão econômico bastante elevado para as pessoas que os utilizavam”.

Tráfico de toneladas de cocaína usa “Rota do Minério” entre Corumbá e MG
Caminhonete e moto aquática apreendidas em operação. (Foto: Divulgação/PF)

O nome da operação é a tradução em latim da expressão “mente oculta”, fazendo referência ao modo de agir do líder do grupo, que atuava sempre às ocultas, sem expor a si mesmo e sua família.

Campo Grande e Corumbá – A operação, liderada pela PF de Minas Gerais, cumpriu quatro mandados de busca em Campo Grande e dois em Corumbá.

O roteiro na Capital incluiu residência e estabelecimento comercial no Jardim São Conrado. Mas enquanto imagens da operação mostram muito luxo em outros pontos do Brasil, as cenas em Campo Grande revelam que o tentáculo em MS é mais modesto. As equipes passaram por cômodos com entulho ou depósito de pneus. A PF usou drone com sensor térmico nas ações.

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