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Piloto de MS é internado após ser atacado por jumento durante pouso

De Campo Grande, ele pratica voo livre e foi mordido e arrastado por 20 minutos depois de pousar em pasto no interior de Goiás

Por Izabela Sanchez | 28/07/2020 09:21
Edson Zarda, de Campo Grande, relatou o que ocorreu em vídeo divulgado no instagram (Foto: Reprodução)
Edson Zarda, de Campo Grande, relatou o que ocorreu em vídeo divulgado no instagram (Foto: Reprodução)

Piloto de voo livre de Campo Grande - que realizou pouso de asa delta em pasto no Vale do Paranã, em Goiás -, Edson Zardo foi atacado por um jumento enquanto descansava, de costas, em uma sombra na área onde pousou, no sábado (25).

Ele sofreu fissuras nos ossos da mão direita e pé direito, além de vários ferimentos mais leves, e está internado no Hospital Home, em Brasília, para onde foi transferido por precisar de procedimento especial de desinfecção nos ossos lesionados pelo animal.

O caso foi divulgado em página chamada “Air Boys Team”, do Instagram, espaço voltado ao público do esporte praticado por Edson. Para a página, deu entrevista por transmissão de vídeo e relatou o acidente. Apesar do humor demonstrado ao contar sobre acidente “inusitado”, disse ter passado momentos de pânico ao “ter achado que ia morrer”.

Confira o vídeo:


A região onde ele pousou é conhecida por ser um “pico” dos praticantes de voo livre. O vale é localizado na cidade de Formosa, interior de Goiás, próximo à divisa com Brasília, a 87 km do Distrito Federal.

Ele relatou que estava distraído quando o animal se aproximou. Foi atacado com mordidas nas costas, derrubado ao chão pelos avanços do jumento, que ainda continuou a morder o piloto. Segundo Edson relatou em vídeo, o ataque durou 20 minutos.

“Tive um MMA com o jumento”, disse, mostrando o braço enfaixado. “Eu pousei com a asa e saí do cinto, deixei a asa ali um pouco para dar uma descansada na sombra, até eu juntar força para desmontar a asa”, relatou, no vídeo.

Ele afirma que o animal “o ergueu do chão pela virilha e o arrastou por quatro metros”. Depois de ser arrastado, conforme declarou, conseguiu pedir ajuda com auxílio de um rádio transmissor. Edson contou “ter sangrado bastante” e que o resgate precisou de operação “especial”.

Ele conseguiu acionar amigo que voava na mesma “rampa”, como é chamada esse tipo de área para voo livre. O amigo, contou Edson, pousou em uma fazenda próxima do local onde ele estava e conseguiu chegar até ele de caminhonete.

Depois de ter sido socorrido, Edson foi levado para hospital em Formosa, mas precisou ser transferido para o hospital em Brasília. “O jumento parecia assim tão inofensivo, pequeno, não era um jumento grande. Realmente eu achei que ia morrer ali por falta de apoio, porque o bicho é muito mais forte que eu”, disse.

“Eu costumava voar no Pantanal, com jacaré, onça, tudo quanto é bicho no Pantanal e fui ser atacado por um jumento”, brincou. “A gente fez todos os procedimentos necessários, graças a deus está tudo certo”, finalizou.