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Cidades

Pistoleiro na fronteira, fugitivo da Máxima matou dois PMs em 2016

Em 2016, Djordam e um comparsa receberam R$ 20 mil para executar dois policiais militares da reserva

Por Viviane Oliveira | 26/01/2021 10:58
Carro em que as vítimas seguiam quando foram surpreendidas pelos pistoleiros (Foto: reprodução)
Carro em que as vítimas seguiam quando foram surpreendidas pelos pistoleiros (Foto: reprodução)

Um dos fugitivos do Presídio de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho, em Campo Grande, na madrugada desta terça-feira (26), Djordan William Ribas da Cruz, o Tio Billy, 24 anos, era pistoleiro na fronteira.

Em 2016, Djordan e um comparsa receberam R$ 20 mil para executar os policiais militares da reserva Valdomiro Ribeiro de Souza, 51 anos, e Elio Almeida Souza, 53 anos, em Mundo Novo, distante 476 quilômetros de Campo Grande.

Os dois PMs já haviam sido presos na Operação Fumus Malus, comandada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e PM em outubro de 2011.

Segundo a denúncia do MP/MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul), no dia 1º de julho, por volta das 16h40, os policiais retornavam de da cidade paraguaia de Salto Del Guairá, em um veículo GM Vectra, de cor branca com placa de Naviraí, quando ao passar pela lombada eletrônica da BR-263, próximo a Agenfa, foram surpreendidos pelos pistoleiros que estavam numa motocicleta, de cor prata, com placas do Paraguai.

Djordam cumpria pena no Presídio de Segurança Máxima (Foto: divulgação)
Djordam cumpria pena no Presídio de Segurança Máxima (Foto: divulgação)

Djordan, passageiro da motocicleta pilotada por Roberto Dias Ribeiro Júnior, 25 anos, o Betim, foi quem fez os disparos contra os policiais. Depois do crime, os pistoleiros fugiram em direção ao país vizinho. No local, foram localizados 13 cartuchos de pistola ponto 40. Cerca de 1 semana após a execução, os dois foram presos em Guaíra (PR) e confessaram o duplo homicídio.

À época, Djordan disse que foi procurado por um "sujeito desconhecido” para fazer um “trabalho rapidinho”. O serviço contratado era a execução de dois homens em um carro branco, meio sujo, mediante recompensa de R$ 20 mil, valor que seria dividido com a pessoa que o auxiliasse,  metade para cada.  Na ocasião, foram apreendidos com os policiais, dois celulares, ticket de recibo de pedágio da concessionária CCR MSVia e mais de R$ 10 mil em dinheiro no bolso dos policiais.

Tanto Djordan quanto Roberto foram condenados em março do ano passado a 24 anos de prisão, ambos em regime fechado.

Fuga - Além de Djordan, fugiram Jonathan Gomes da Silva, conhecido como “Barata”, André Cerdeira, o “Deco”, e Paulo Ricardo Silva da Rosa, o “Bombadinho”. De acordo com a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), às 3h15, policiais penais visualizaram os detentos escalando a muralha da unidade e acionaram o alarme sonoro, mas antes que pudessem chega ao ponto do muro, os internos já havia escapado e desaparecido.

Policiais da reserva - Os dois policiais executados na época estavam entre os policiais militares detidos pela operação Fumus Malus - fumaça do mal, em latim - no fim de 2011, tendo inclusive o pedido de habeas corpus negado pela Justiça estadual. Porém, após o fim da prisão preventiva, eles foram liberados e responderam em liberdade.

A Fumus Malus começou em outubro de 2010, quando a Agência Central de Inteligência da PM recebeu denúncias contra militares que estariam facilitando a passagem de contrabando na região de fronteira. Valdomiro e Elio eram de Naviraí. Além de Mato Grosso do Sul, a operação englobou mais sete estados.

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