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Recorde chega com 23 mortes e MS deve ir ao topo no avanço em óbitos no País

Recorde tem o reforço de 12 óbitos em Campo Grande registrados no boletim estadual desta sexta-feira

Por Ângela Kempfer | 07/08/2020 11:12
Manifestante coloca cruzes no Centro de Campo Grande, em protesto contra mortes por covid no País. (Foto: Marcos Maluf)
Manifestante coloca cruzes no Centro de Campo Grande, em protesto contra mortes por covid no País. (Foto: Marcos Maluf)

Um novo recorde assusta nesta sexta-feira (7), mas também é reflexo de problema que há semanas é citado pela Secretaria de Saúde do Estado: o atraso no repasse de dados das prefeituras em Mato Grosso do Sul.

Desde ontem, 23 mortes foram notificadas no Estado, mas apenas 9 são das últimas 24 horas. Um óbito do relatório ocorreu em 31 de julho, 1 é de 2 de agosto, 2 são do dia 3, outros 2 de 4 de agosto e 8 do dia 5.

Somando as mortes dos últimos 7 dias, a média é mais correta e ainda assim indica curva ascendente de mortes por covid-19 em Mato Grosso do Sul, que subiu para 13,1 vítimas fatais a cada 24 horas. Agora são 481 óbitos desde o início da pandemia, 170 no total aqui na Capital.

Por pouco o Estado não superou a marca de 30 mil infectados hoje. Com mais 887 confirmações desde ontem, Mato Grosso do Sul fecha a sexta-feira com 29.988 contaminados, 5.353 deles ainda com o vírus ativo.

As internações continuam subindo e hoje englobam 514 pacientes. Já  a média de pessoas em UTIs parece ter estabilizado, com 201 hoje. Segundo o secretário de Saúde, Geraldo Resende, 3 tiveram alta ontem.

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Sepultados - Foram 12 mortes registradas em Campo Grande, sendo 7 homens, entre 89 e 43 anos, e cinco mulheres, entre 87 e 62 anos. Apenas um homem, de 89, não tinha comorbidades relatadas.

Com base em boletins da SES, apesar das 12 mortes desde o boletim de ontem, a Capital teve nesta semana a média de 5,8 mortes em Campo Grande a cada 24 horas. Na semana passada, esse índice era maior, de 6.1 óbitos ao dia.

Corumbá continua como epicentro da doença, ao lado da Capital, Registrou morte de quatro homens, de 74, 57, 55 e de um com apenas 34, que não estava inserido em nenhum grupo de risco.

Uma idosa, de 87, e um idoso, de 85, morreram em Dois Irmãos do Buriti. Em Aquidauana, um homem, de 47, também não resistiu.

Dourados registrou morte de dois idosos, de 95 e 73 anos. Também tiveram óbitos: Nova Alvorada do Sul, de uma idosa, de 76, e Ponta Porã, de uma idosa, de 80.

Dos 23 óbitos registrados nesta sexta-feira, 19 tiveram o quadro agravado por algum fator de risco e 4 morreram sem nenhuma comorbidade relatada. "Isso prova que a covid-19 atinge todas as idades e mata, independente da comorbidade", reforça a secretária-adjunta de saúde, Christinne Maymone.

Em alta - O secretário de Saúde comentou que nas estatísticas nacionais desta sexta-feira, Mato Grosso do Sul deve aparecer como o primeiro em percentual de avanço no número de mortes e voltou a falar da preocupação com a Capital, direta e indiretamente.

"Todos os dados mostram que os próximos dias serão dramáticos. Não chegamos ao pico da doença, estamos em curva exponencial. Estamos apontando isso há vários dias,  com a chancela da Organização Panamericana de Saúde, com a chancela de especialista, apesar das negativas de alguns que teimam em confrontar números",  comentou

Geraldo também reforçou a credibilidade dos números apresentados nos boletins diários da SES. "Agora estamos em primeiro lugar no País em índice de transparência, na apresentação de como se comporta a doença".

Outro dado positivo na Capital é o de ocupação de UTIs. Com ativação de unidades nas últimas 2 semanas, a taxa na Capital caiu para 86%. Já em Corumbá, o índice subiu para 90% e o município supera Campo Grande nesse quesito, após 1 mês com a Capital liderando na ocupação de leitos.

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