Rede de tráfico ligada a advogado tem R$ 18 milhões bloqueados
Polícia Federal e Gaeco cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão em quatro cidades
Equipes da PF (Polícia Federal) e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) deflagraram nesta quinta-feira (16) a segunda fase da Operação Audácia, que investiga rede de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro com possível participação de servidores públicos.
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PF e Gaeco deflagram segunda fase da operação Audácia no Mato Grosso do Sul, investigando tráfico de drogas e lavagem de dinheiro com possível envolvimento de servidores públicos. A ação ocorre em quatro cidades e inclui 11 buscas, três prisões preventivas e bloqueio de bens de R$ 18 milhões. O caso teve início com a prisão de um advogado transportando R$ 100 mil em espécie.
A ação acontece em Dourados (MS), Campo Grande (MS), Caarapó (MS) e Fátima do Sul (MS), onde são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, três de prisão preventiva e de bloqueio de bens no valor de aproximadamente R$ 18 milhões. Os policiais também fazem buscas por novos elementos de prova que possam ajudar na investigação.
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De acordo com a PF, o inquérito começou quando o advogado Rubens Dariu Saldivar Cabral foi preso transportando R$ 100 mil em espécie entre Ponta Porã e Dourados. A partir desse flagrante, os agentes passaram a seguir o rastro do dinheiro e identificaram uma rede de pessoas com movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada, possivelmente ligadas ao advogado.
Em julho de 2025, as equipes realizaram a primeira fase da operação e cumpriram mandados de busca e apreensão. Na ocasião foram recolhidos celulares, computadores e documentos nos endereços dos alvos, um deles em condomínio de alto padrão na região norte de Dourados.
Cocaína - Meses antes, em janeiro, Dariu foi capturado após retirar um carro usado para transportar 21,6 quilos de pasta-base de cocaína. O flagrante aconteceu em Nova Alvorada do Sul, a 116 quilômetros de Campo Grande. O Audi A3 estava no pátio da PRF (Polícia Rodoviária Federal)
O carro havia sido apreendido no dia 18 deste mês após o motorista fugir de policiais rodoviários federais na BR-163, em Nova Alvorada do Sul, mas os pacotes de pasta-base ainda não tinham sido localizados.
Segundo o boletim de ocorrência na época, Dariu foi até Nova Alvorada do Sul para retirar o carro e encaminhá-lo para a perícia. Depois, entregou o veículo a outro homem e seguiu em um SUV que era dirigido por um terceiro envolvido.
Em outubro daquele ano, os três foram condenados por tráfico de drogas e associação criminosa: Dariu foi condenado a sete anos e seis meses de prisão; Lucinei Ribeiro de Oliveira, a oito anos e nove meses; e o garagista Marlon Barroso de Andrade Lopes, a dez anos, dois meses e 15 dias.
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