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Cidades

Referência para pacientes com covid, HR começa a desativar leitos de UTI

Segundo a diretora-presidente do hospital, Rosana Leite, 17 leitos devem ser desmontados no próximo mês

Por Anahi Zurutuza | 21/10/2020 11:35
Recepção do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)
Recepção do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

Sete meses se passaram desde o registro dos primeiros casos do novo coronavírus em Mato Grosso do Sul e o início da corrida para equipar hospitais à espera do colapso. No Estado, não houve mortes de pacientes por falta de assistência e agora o Hospital Regional de Campo Grande, referência para o tratamento de pacientes com a covid-19 e que chegou a ter 100% de ocupação, começa a desativar leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo).

Ontem (20), 12 vagas para pacientes críticos deixaram de funcionar e segundo a diretora-presidente do hospital, Rosana Leite, outros 17 devem ser desmontados no próximo mês. O hospital de campanha, montado no pátio do HR, foi desativa em agosto.

Ela explica que os reflexos da queda na curva da covid em Mato Grosso do Sul foram sentidos no hospital. Nas últimas semanas, houve redução na demanda de pacientes com a covid-19 e aumento de outros casos, não relacionados ao vírus. Outro motivo para a desativação de leitos é a dificuldade, em recursos financeiros e humanos, para mantê-los “para sempre”.

Vazio e fechado desde agosto, hospital de campanha praticamente não foi usado desde o dia 24 de junho, quando foi ativado (Foto: Kísie Anoiã/Arquivo)
Vazio e fechado desde agosto, hospital de campanha praticamente não foi usado desde o dia 24 de junho, quando foi ativado (Foto: Kísie Anoiã/Arquivo)

A ideia, porém, é aproveitar os leitos que foram doados para zerar o deficit de UTIs, que existia antes da pandemia. O Hospital Regional tinha 39 vagas para pacientes críticos, número que subiu para 118 com a chegada da covid-19 e deve recuar, gradativamente, até ficar em 59, 10% do total de leitos do hospital, o recomendável.

Os equipamentos que foram emprestados para o hospital serão devolvidos e os doados, ficarão estocados, para formar a reserva técnica, que ficou comprometida no ápice da pandemia, uma vez que todos os recursos disponíveis foram colocados em operação. Para cada leito de UTI, por exemplo, são necessários dois respiradores em estoque.

Mato Grosso do Sul tem até agora 78.360 casos de coronavírus registrados, dos quais 1.518 resultaram em morte. Em todo o Estado, hoje há 322 pessoas internadas, conforme o boletim epidemiológico divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) no fim desta manhã.

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