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Cidades

Registros mostram que 509 pessoas se vacinaram com doses suspensas pela Anvisa

No entanto, atualmente, o Estado não tem mais lotes a serem recolhidos pela agência

Por Guilherme Correia | 22/09/2021 10:49
Frascos de vacinas já utilizados em ponto de imunização (Foto: Kísie Ainoã/Ilustrativa)
Frascos de vacinas já utilizados em ponto de imunização (Foto: Kísie Ainoã/Ilustrativa)

Registros mostram que pelo menos 509 pessoas de Mato Grosso do Sul foram vacinadas com doses de vacina contra a covid-19, que foram determinadas hoje (22) a serem recolhidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), de forma cautelar.

Dados do Ministério da Saúde, levantados pela reportagem, indicam que esses imunizantes, da Coronavac, foram aplicados entre 22 de janeiro e 16 de setembro. No entanto, quase todos os registros aconteceram entre julho e agosto.

Segundo a pasta federal, Japorã (178 vacinados) é o município que detém maior parte de pessoas que receberam esses imunizantes, seguido por Amambai (118), Aquidauana (55), Paranhos (53), Douradina (37), Aral Moreira (21), Tacuru (19), Iguatemi (13), Campo Grande (3), Juti (1), Eldorado (1) e Antônio João (1).

Nesta manhã, porém, a SES (Secretaria Estadual de Saúde) informou ao Campo Grande News que não há mais nenhum lote a ser recolhido em Mato Grosso do Sul. Vale lembrar que a determinação só foi anunciada nesta quarta-feira (22), por meio da resolução 3.609, feita pela Anvisa. Sendo assim, não há recomendações ou orientações até o momento.

Decisão - Em 3 de setembro, a Anvisa foi comunicada pelo Instituto Butantan que o parceiro na fabricação vacina Coronavac, o laboratório chinês Sinovac, tinha enviado ao Brasil carregamento de 25 lotes, o equivalente a 12 milhões de doses, que foram envasados em instalações não inspecionadas pela agência.

Com isso, atualmente, a Anvisa adotou medida cautelar com objetivo de reduzir eventuais riscos sanitários, “considerando as características do produto e a complexidade do processo fabril, já que vacinas são produtos estéreis (injetáveis) que devem ser fabricados em rigorosas condições assépticas”.

Segundo a Agência Brasil, a Anvisa informou que, desde a interdição cautelar, todos os documentos encaminhados pelo Instituto Butantan foram avaliados, “dentre os quais os emitidos pela autoridade sanitária chinesa”.

Os documentos encaminhados consistiram em formulários de não conformidades que reforçaram as preocupações quanto às práticas assépticas e à rastreabilidade dos lotes”, detalhou o órgão.

A Anvisa acrescenta que também analisou documentações referentes à análise de risco e à inspeção remota realizadas pelo Instituto Butantan, e concluiu que permaneciam as "incertezas sobre o novo local de fabricação, diante das não conformidades apontadas”.

Os lotes interditados, segundo a Anvisa, não correspondem ao que foi aprovado de forma emergencial, no começo do ano, já que não foram fabricados em local aprovado pela agência, o que foi reconhecido também pelo próprio Instituto Butantan.

Lotes impactados - Veja, abaixo, o registro de cada lote que está comprometido, de acordo com a Anvisa.

IB: 202107101H, 202107102H, 202107103H, 202107104H, 202108108H, 202108109H, 202108110H, 202108111H, 202108112H, 202108113H, 202108114H, 202108115H, 202108116H e L202106038.

SES/SP: J202106025, J202106029, J202106030, J202106031, J202106032, J202106033, H202106042, H202106043, H202107044, J202106039, L202106048.

Outras 9 milhões de doses estão em lotes ainda em tramitação de envio ao Brasil. São eles:

IB: 202108116H, 202108117H, 202108125H, 202108126H, 202108127H, 202108128H, 202108129H, 202108168H, 202108169H, 202108170H, 2021081701K, 202108130H, 202108131H, 202108171K, 202108132H, 202108133H, 202108134H

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