Remoções em série antecederam operação contra policiais da Defron
As movimentações coincidem com correições para apurar o desvio de entorpecentes apreendidos
Entre abril e maio deste ano, 7 de 9 policiais, já identificados como alvos do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) na manhã de hoje na segunda fase da Operação Infiltrados, foram removidos da Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), sediada em Dourados. Na época, o Campo Grande News revelou que eles haviam sido alvos de ação da Corregedoria da Polícia Civil.
RESUMO
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Sete de nove policiais alvos da segunda fase da Operação Infiltrados, do Gaeco, foram removidos da Defron, em Dourados, entre abril e maio, período de correições da Corregedoria da Polícia Civil sobre desvio de drogas apreendidas. Segundo o Gaeco, o esquema funcionou entre junho de 2025 e maio de 2026, com a retirada de mais de 500 quilos de cocaína que seriam incinerados. Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul e no Paraná.
As movimentações registradas no Diário Oficial Eletrônico do Estado coincidem com o período em que a instituição realizou correições internas para apurar o desvio de entorpecentes apreendidos.
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A maior concentração de portarias de remoção ocorreu entre os dias 27 e 28 de maio deste ano. Na do dia 27, o delegado Guilherme Scucuglia Cezar saiu da chefia da Defron e foi transferido para a Delegacia Regional de Polícia Civil de Nova Andradina, onde passou a exercer a função de Delegado Regional Adjunto.
Na mesma data, a Delegacia-Geral publicou atos de remoção ex officio que retiraram outros três servidores da estrutura da Defron: o investigador Rodrigo Carpes da Silva, destinado à Delegacia de Polícia Civil de Rochedo; o investigador Anderson Mirandola, indicado inicialmente para a comarca de Angélica; e o escrivão Gustavo dos Santos Sayão, movimentado para a Delegacia de Polícia Civil de Laguna Carapã.

Na edição seguinte, em 28 de maio, completaram o grupo de transferidos da unidade os investigadores Cassiano Rodrigues Teixeira, enviado para a DP (Delegacia de Polícia) de Anaurilândia, e Eumer Cordeiro Barbosa, remanejado para a Delegacia de Atendimento à Mulher de Naviraí.
O conjunto de transferências, entretanto, teve como marco inicial a remoção do escrivão João Marcos Garcia, oficializada no dia 23 de abril de 2026, quando foi remanejado da Defron para a Delegacia de Atendimento à Mulher de Dourados. No dia seguinte, nova portaria registrou sua dispensa da função de confiança de Chefe de Seção na unidade especializada.
Posteriormente, as publicações oficiais registraram readequações e novas designações para os policiais citados. Em 19 de junho de 2026, a remoção do investigador Anderson Mirandola foi retificada para a DP de Douradina, local onde assumiu a chefia de seção em 27 de agosto.
O delegado Guilherme Scucuglia Cezar teve nova transferência publicada em setembro de 2026, quando passou da Regional de Nova Andradina para a Derf (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos), em Campo Grande, no cargo de Delegado Adjunto.
O levantamento documental aponta ainda movimentações anteriores relativas aos demais investigados alvos das ordens judiciais. O investigador Rogério da Rocha Ferreira teve sua remoção da Defron para a Delegacia de Polícia de Itaporã publicada em 28 de novembro de 2025, e acabou transferido para a 1ª DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Campo Grande em 2 de março de 2026.
Em relação ao investigador Oseias Medeiros da Silva, que também foi alvo na ação de hoje, o registro oficial anterior indica sua dispensa da chefia de seção na Delegacia-Geral da Polícia Civil, em Campo Grande, em 22 de maio de 2023. Depois disso, ele atuou em delegacias localizadas em Dourados, mas não há registro se ele passou pela Defron.
Caso - O Gaeco divulgou que a investigação aponta, mais uma vez, desvio de drogas apreendidas e entrega a traficantes. Em uma única ação, afirma o grupo especializado, foram retirados mais de 500 quilos de cocaína que deveriam ser incinerados.
Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão em Dourados, Ponta Porã, Nova Andradina e Santa Terezinha de Itaipu (PR).
Conforme o Gaeco, o esquema funcionou pelo menos entre junho de 2025 e maio de 2026, período em que os policiais investigados estavam lotados na Defron. Os agentes teriam usado as próprias operações de combate ao tráfico para retirar parte das drogas apreendidas.


