Reservas indígenas terão unidade sentinela e asilos vão ganhar ações especiais
SES vai implantar sistema para realizar 10 exames por semana em comunidades do Estado

Em transmissão ao vivo nesta quinta-feira (30), o secretário de Estado de Saúde (SES), Geraldo Resende, anunciou medidas de enfrentamento à pandemia de novo coronavírus voltadas para comunidades indígenas. Segundo ele, a cidade de Dourados - onde vivem pelo menos 18 mil indígenas - terá uma unidade sentinela para exames de covid-19.
A iniciativa pretende monitorar possível circulação da doença nas reservas de Mato Grosso do Sul. A unidade sentinela deverá fazer 10 exames por semana nas comunidades.
“Temos a segunda maior população indígena do País, mais de 70 mil sul-mato-grossenses, e sabemos que é a população mais vulnerável do Estado”, disse o titular da SES.
O êxodo de indígenas para colheita de maçã e outras culturas na região Sul do Brasil também é monitorado pelo governo estadual, via barreiras sanitárias nas divisas.
Em torno de 5 mil indígenas de Mato Grosso do Sul se deslocam anualmente para trabalhar em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, de abril a junho.
Idosos - Ainda durante transmissão, Geraldo Resende adiantou que a SES prepara ações específicas de enfrentamento à covid-19 nos 77 asilos do Estado, que, conforme ele, abrigam 1,7 mil idosos. O secretário, porém, não detalhou que medidas serão tomadas.
Em Três Lagoas, seis pessoas - quatro idosos e dois profissionais de saúde - foram contaminados em uma mesma casa de repouso. Duas mortes pela doença na cidade foram de pessoas que viviam no asilo.
Coronavírus - Segundo a SES, Mato Grosso do Sul soma 255 casos, além de nove mortes. O mês de abril fechou com 207 ocorrências, número quatro vezes superior aos 48 detectados entre a primeira confirmação, dia 14 de março, e o dia 31 do mês anterior.