Réus no processo contra ex-major Carvalho recebem multa de R$ 161 mil na Bélgica
Tribunal entendeu que houve pedidos abusivos para afastar magistrados e aplicou pena a 11 acusados

Onze réus do processo Kriva-Rochem, na Bélgica, foram multados em 2,5 mil euros cada, cerca de R$ 14,6 mil, por apresentarem pedidos considerados infundados para tentar afastar magistrados do julgamento. As punições haviam sido aplicadas em 5 de março pelo Tribunal de Apelação de Gante e se tornaram definitivas depois que a Corte de Cassação rejeitou, em 21 de abril, o recurso apresentado por quatro dos acusados.
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O processo apura a atuação de uma suposta rede internacional de tráfico de drogas, apontada pelas autoridades belgas como ligada a Flor Bressers, de 37 anos, e ao brasileiro Sérgio Roberto de Carvalho, de 65 anos.
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No total, as multas somam 27,5 mil euros, o equivalente a aproximadamente R$ 161,1 mil, considerando a cotação atual.
A penalidade foi aplicada porque o Tribunal de Apelação de Gante entendeu que os réus apresentaram pedidos sem fundamento suficiente para tentar afastar magistrados do julgamento. A corte considerou que a defesa usou esse recurso de forma abusiva, e não por uma suspeita real de parcialidade dos juízes.
As punições haviam sido impostas em 5 de março e referendadas no dia 21 de abril, no julgamento dos recursos, segundo divulgado pela imprensa belga. Os pedidos de recusa apresentados pela defesa durante a primeira audiência foram considerados “manifestamente infundados”.
O episódio teve origem na audiência de 18 de setembro de 2025, realizada no tribunal correcional de Bruges, no prédio Justitia, em Haeren. Na ocasião, o advogado Louis De Groote pediu a palavra, mas teve o pedido negado. Pouco depois, por solicitação do presidente da sessão, ele foi retirado do local pela polícia.
Após o incidente, a defesa apresentou onze pedidos de recusa. Todos foram rejeitados pelo Tribunal de Apelação de Gante. Com a retomada do julgamento, novos pedidos foram apresentados e, desta vez, aceitos.
Quatro réus recorreram à Corte de Cassação contra as multas de 2.500 euros, mas o recurso foi rejeitado no dia 21 de abril. Com isso, as penalidades permanecem válidas.
O julgamento do megaprocesso, também chamado de “Samba” pela imprensa internacional, foi retomado em março, depois de vários adiamentos e polêmicas. As audiências foram realizadas a partir de 16 de abril.
O caso reúne acusados de integrar uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas pelos portos de Antuérpia, na Bélgica, e Roterdã, na Holanda.
O processo investiga o envio de 16 toneladas de cocaína para a Bélgica, atribuído a uma rede internacional comandada por Carvalho, com o apoio de Flor Bressers, que seria o braço-direito do brasileiro e também está no banco dos réus.
Preso em 2022 na Hungria após anos foragido, Carvalho nega participação no esquema. Em junho de 2023, autoridades o extraditaram para a Bélgica sob forte esquema de segurança. Além do processo europeu, ele também enfrenta pedidos de extradição feitos pelo Brasil, pelos Estados Unidos e pela Espanha.
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