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Cidades

Santa Casa atendeu 41 vítimas de acidentes de trânsito com animais em 2021

Hospital alerta para que motoristas tenham atenção dobrada nas rodovias e estradas por conta dos animais

Por Ana Paula Chuva | 17/05/2022 13:15
Idosa sofreu traumas após van colidir com cavalo na MS-060. (Foto: Divulgação | Santa Casa)
Idosa sofreu traumas após van colidir com cavalo na MS-060. (Foto: Divulgação | Santa Casa)

Das 2.998 vítimas de acidentes de trânsito atendidas na Santa Casa de Campo Grande ano passado, 41 foram de imprevistos envolvendo choque com animais nas rodovias e estradas. O número parece pequeno, mas o hospital alerta para que motoristas dobrem a atenção.

Conforme a Santa Casa, só nos dois primeiros meses de 2022, seis pacientes foram vítimas de acidente de trânsito com choque em animal. Em abril, Rosa Gonçalves Baria, 66 anos, que ficou gravemente ferida após o veículo em que estava colidir com um cavalo na MS-080, entre Rochedo e Campo Grande.

A idosa estava em uma van e vinha de Rio Negro para a Capital fazer hemodiálise. Ela estava sem cinto, quando o cavalo entrou na pista e o veículo acabou colidindo no animal. “Estava no transporte e vim fazer hemodiálise. Só senti o baque, quando eu vi, já estava cheio de vidros cortados em cima de mim. Eu tenho medo, nessas viagens tem capivara, tem anta, tem tatu, tem tamanduá-bandeira”, disse a paciente que sofreu traumas no braço direito e na região do tórax.

Ela ficou internada por 14 dias na Santa Casa, passando pelo pronto-socorro e pela unidade do trauma e teve acompanhamento pelas especialidades de cirurgia torácica e da ortopedia, até receber alta médica no mês de maio.

O hospital alerta para que os motoristas tenham atenção, já que muitos animais trafegam soltos nas estradas do Estado. Além da morte dos animais, os custos médicos com os feridos e até possíveis perdas de vidas humanas justificam as medidas que evitem ou reduzam as chances de colisões entre animais e veículos.

 “Esses pacientes de acidentes nas BRs que chegam até o nosso hospital, que é uma referência em trauma, geralmente são politraumatizados, que é uma doença totalmente prevenível. E a gente pode prevenir com uma fiscalização maior e com consciência e atenção na hora de dirigir”, afirmou  Rodrigo Quadros, médico emergencista do pronto-socorro da Santa Casa de Campo Grande.

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