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Cidades

Secretário pede que pais se atentem aos sinais de síndrome "mão-pé-boca"

Casos foram registrados em Mato Grosso do Sul, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde

Por Guilherme Correia | 26/11/2021 12:23
Crianças acometidas pela síndrome desenvolvem bolhas nas mãos e pés. (Foto: Governo de MS)
Crianças acometidas pela síndrome desenvolvem bolhas nas mãos e pés. (Foto: Governo de MS)

Mato Grosso do Sul vive um surto da síndrome mão-pé-boca em crianças com menos de cinco anos. A doença é causada pelos vírus coxsackie e enterovírus, e pode provocar aftas na boca e lesões nas mãos e nos pés. A enfermidade pode se manifestar em até sete dias e ser transmitida em até quatro semanas após a recuperação.

O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, alertou para a doença, nesta manhã, durante coletiva. “Há um surto em Mato Grosso do Sul, é uma doença viral, transmitida pelo vírus. Apresenta lesões nas palmas das mãos, nas plantas dos pés, na boca, e geralmente a criança, menor de seis anos, mas pode acontecer em idades maiores".

“É importante que procure tão logo esses sintomas procure os médicos para que eles possam indicar medicamentos para aliviar ou erradicar os sintomas. Então, além de febre e lesões na boca, amígdalas e faringe, tem bolhas nas plantas dos pés e nádegas e região genital.

Ele apela que, para o surgimento de qualquer sinal, se procure o médico. “Há um surto e a gente tem visto isso muito presente em escolas e crianças em idade escolar e há uma contaminação muito grande”.

Transmissão - Segundo a Coordenadora Estadual de Vigilância Epidemiológica, Ana Paula Rezende de Oliveira Goldfinger, a transmissão acontece por meio do contato direto com a saliva, muco, secreções, fezes ou alimentos contaminados.

“A síndrome pode causar febre alta nos dias que antecedem as lesões na boca, amígdalas e faringe, além de bolhas nas plantas dos pés e mãos, nádegas e região genital. Ainda pode ocasionar dor de cabeça, dor de garganta, mal-estar, irritabilidade, vômito, diarreia e até a perda de apetite, bem como, apresentar dificuldade de engolir e muita salivação”, explicou Goldfinger, em publicação oficial da SES (Secretaria Estadual de Saúde).

“Por isso, é preciso que os pais fiquem atentos quanto ao comportamento dos filhos. Evite que andem em locais desconhecidos e sem higienização adequada e toquem em corrimãos. Se surgir os sintomas, leve imediatamente para atendimento médico. Após o diagnóstico preciso, o uso de medicamentos pode aliviar os sintomas”, recomenda Goldfinger.

A recomendação da gerente técnica estadual de doenças agudas e exantemáticas, Jakeline Miranda Fonseca, é que a criança ao ser diagnosticada com a síndrome deve permanecer em repouso em casa e tomar bastante líquido, além de se alimentar bem. Vale ressaltar que é importante evitar manipular a criança e lavar as mãos após a troca de fraldas e o uso de lenços.

Tanto em casa quanto no ambiente escolar, a recomendação é higienizar a superfície, objetos, principalmente, os brinquedos ou maçanetas que possam ter contato direto com a saliva, secreções e até fezes. O ideal é que use um pouco de água sanitária diluída em água para fazer a desinfecção do ambiente. Recomenda-se também a não compartilhar mamadeiras, talheres, copos ou lençóis.

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