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Cidades

Sucateada, ferrovia de MS tem consórcio definido para estudar relicitação

Antiga estrada de ferro Noroeste do Brasil, hoje ferrovia Malha Oeste, terá nova licitação em 2022

Por Caroline Maldonado | 18/09/2021 15:59
Ferrovia precisa de recuperação em mais de mil quilômetros que passam em MS (Foto:Arquivo/Campo Grande News)
Ferrovia precisa de recuperação em mais de mil quilômetros que passam em MS (Foto:Arquivo/Campo Grande News)

Depois de 25 anos de concessão e uma história de abandono, a antiga estrada de ferro Noroeste do Brasil, hoje chamada de ferrovia Malha Oeste, passará por estudos de viabilidade técnica e econômica para a relicitação. O consórcio Nos Trilhos de Novo venceu a concorrência pública internacional e será o responsável pelo trabalho.

O trecho de ferrovia vai de Mairinque (SP) até Corumbá, a 419 quilômetros de Campo Grande. A previsão é de que o contrato entre a empresa e o banco seja assinado na próxima semana, conforme a Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

A decisão sobre a empresa foi homologada pelo CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina) na quinta-feira (16). Composto por quatro empresas, o consórcio vencedor é liderado pela Latina Projetos Civis e Associados.

A Malha Oeste é uma artéria, que liga também à Bolívia e ao Paraguai, na avaliação do Titular da Semagro, Jaime Verruck.

“Avançamos bastante em relação a relicitação prevista para o segundo semestre de 2022. Os estudos de viabilidade técnica e econômica serão realizados a partir de recursos do CAF”, detalhou o secretário.

História - Transferida para a iniciativa privada em julho de 1996, pelo prazo de 30 anos, a antiga estrada agoniza após mais de duas décadas de concessão. A constatação está em relatório de uma auditoria realizada em 2020 pelo TCU (Tribunal de Contas da União) no contrato de concessão com a Rumo Malha Oeste S.A, cuja fiscalização está sob a responsabilidade da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

O tribunal faz duras críticas ao trabalho da ANTT, criada em 2001 para acompanhar a operação, manutenção e investimentos em rodovias e ferrovias do país.

Em agosto de 2020, a Rumo decidiu devolver a concessão à União. Em maio deste ano, foi assinado um termo aditivo e a devolução passou a ser irretratável. O governo federal tem dois anos para relicitar o trecho ferroviário que perpassa os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, com 1.973 km de extensão de linhas, em bitola de um metro.

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