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Economia

Relicitação de trecho da ferrovia que corta MS atrai interesse de 9 consórcios

Grupos foram considerados aptos para elaboração da consultoria técnica do projeto de revitalização

Por Silvia Frias | 05/05/2021 10:37
Relicitação da malha ferroviária faz parte do plano de revitalização do transporte (Foto/Divulgação)
Relicitação da malha ferroviária faz parte do plano de revitalização do transporte (Foto/Divulgação)

Nove consórcios estão aptos a participar do processo seletivo que vai selecionar consultorias para realizar estudos de viabilidade e apoio para a nova concessão da ferrovia Malha Oeste. A etapa faz parte do processo da relicitação da malha ferroviária que passa por Mato Grosso do Sul.

O aviso emitido pelo Ministério da Economia, de 23 de abril, foi divulgado nesta quarta-feira pelo governo estadual. Foram listados os consórcios Concremat-ALG-Queiroz Maluf-Banco Factor, Consultor Malha Oeste, Integração, Setec-AC&C, Future Oeste, LBR-Peyco, Nos Trilhos de Novo, Ineco-GPO-Manesco-JGP e MTBS-MR Tech.

A seleção das empresas que manifestaram interesse foi feita pelo CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina), responsável por custear a elaboração do projeto de relicitação avaliado em US$ 3 milhões. Em dezembro de 2020, o Conselho do PPI (Programa de Parceria de Investimentos) qualificou o projeto, o que representa importante conquista para o Estado.

A ferrovia Malha Oeste compreende o trecho de Mairinque (SP) até Corumbá (MS). Neste município, segundo dados da Semagro (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), pelo trecho no Estado há fluxo de 300 caminhões de minério que vão diariamente de Corumbá rumo aos portos do Atlântico, transitando pela rodovia BR-262 que tem o traçado paralelo à ferrovia.

Projeto -  A relicitação da malha faz parte do projeto de investimentos no transporte em MS. Uma das mais adiantadas é da Malha Oeste, que teve sua qualificação recomendada pela PPI em dezembro de 2020.

A Malha Oeste é controlada pela Rumo, que também detém as concessões das Malhas Paulista, Norte, Central e Sul. Hoje, está depreciada, segundo informações do governo estadual. Os investimentos são insuficientes para operação adequada do serviço, acarretando perda da capacidade de transporte, velocidades abaixo de seu potencial e volume de carga transportado limitado.

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