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Cidades

Superintendente destaca que operação de MS garantiu prisão do “Bonitão do PCC”

O inquérito policial que investiga líder de facção criminosa derivou da Exílio, realizada em junho na cidade de Ponta Porã

Por Aline dos Santos e Clayton Neves | 19/01/2021 10:03
"A Polícia Federal está atuante na linha de fronteira", afirma Marcelo Botelho. (Foto: Marcos Maluf)
"A Polícia Federal está atuante na linha de fronteira", afirma Marcelo Botelho. (Foto: Marcos Maluf)

O superintendente da PF (Polícia Federal), Marcelo Correia Botelho, destacou nesta terça-feira (dia 19) que a operação Exílio, realizada no mês de junho em Ponta Porã, assegurou a prisão de Giovanni Barbosa da Silva, o “Bonitão do PCC”. Desde novembro, a fronteira com Pedro Juan Caballero (Paraguai) é testemunha de um banho de sangue.

“A Polícia Federal está atuante na linha de fronteira. Se você ver o histórico de prisões de lideranças naquela região, todas foram presas em razão de operações da PF. Como o último preso no Paraguai. O ‘Bonitão’ teve mandado de prisão a partir de operação da Polícia Federal”, afirma Botelho.

Flagrado com fuzil e dois carregadores, ele foi preso em 9 de janeiro em Pedro Juan Caballero (Paraguai) , inclusive com tentativa de resgate pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Na sequência, foi transferido para o Brasil e levado à penitenciária federal de Catanduvas (Paraná).

O inquérito policial que investiga o envolvimento de Giovanni derivou da Exílio, que cumpriu nove mandados de busca e apreensão em Ponta Porã  e um em São Bernardo do Campo (São Paulo).

"Bonitão", encapuzado, antes de ser expulso do Paraguai. (Foto: Abc Color)
"Bonitão", encapuzado, antes de ser expulso do Paraguai. (Foto: Abc Color)

 Segundo o MPF (Ministério Público Federal) ,a apreensão de armas, drogas, documentos e equipamentos eletrônicos – incluindo a posterior quebra de sigilo telefônico dos envolvidos – comprovou o envolvimento de “Bonitão” nos crimes de organização criminosa, tráfico internacional de drogas e tráfico internacional de armas.

A polícia mantém um adido na embaixada brasileira em Assunção, capital do Paraguai, que fornece informações sobre os criminosos que atuam na fronteira.

“Esse agente é importante para aproximar o contato entre as autoridades do lado paraguaio e brasileiro, facilitar a cooperação internacional e trocar informações sobre criminosos”, diz Botelho.

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