Taxa de mortalidade de caminhoneiros em MS é a 3ª maior do Brasil
No total absoluto, foram 634 mortes entre 2010 e 2023, período da análise, o que coloca o Estado em 9º lugar

Boletim nacional do Ministério da Saúde sobre “Mortalidade e perfil de atendimentos por doenças e agravos não transmissíveis entre motoristas de caminhão”, publicado na semana passada, mostra que Mato Grosso do Sul concentra a terceira maior taxa de mortes de caminhoneiros por causas violentas, como acidentes ou homicídios. São quase duas mortes (1,8) a cada 100 mil habitantes.
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Mato Grosso do Sul registra a terceira maior taxa de mortes de caminhoneiros por causas violentas no país, com 1,8 óbitos a cada 100 mil habitantes, segundo boletim do Ministério da Saúde. Entre 2010 e 2023, foram 634 mortes no estado, sendo lesões externas a principal causa, seguida de homicídios e suicídios. No Brasil, 19.375 caminhoneiros morreram por causas externas no período, com crescimento acentuado entre autônomos de 2020 a 2023.
O documento afirma que o primeiro da lista na taxa de mortalidade é o vizinho Mato Grosso, com 2,4 óbitos a cada 100 mil habitantes, seguido por Paraná, com 1,9 e então, Mato Grosso do Sul.
Quando se fala em valores absolutos, no entanto, maior volume é em São Paulo, com 3.630 óbitos; seguido por Paraná (2.841) e Minas Gerais (2.283). Em Mato Grosso do Sul, no total absoluto, foram 634 mortes entre 2010 e 2023, período da análise, o que coloca o Estado em 9º lugar no ranking.
No geral, a principal causa específica de morte de motoristas de caminhão em MS é a lesão externa. Em seguida, vêm homicídios e, por fim, suicídio. Entre os 634 casos, os índices de cada uma das causas são de 62,3%, 16,2% e 6,4%, respectivamente. As demais mortes decorrem de quedas, de outras violências e de causas externas indeterminadas.
O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde mostra ainda que o perfil dos trabalhadores é majoritariamente masculino e a maior parte das mortes é de motoristas autônomos. Análise do Ministério da Saúde é de que houve aumento acentuado no número de óbitos entre caminhoneiros autônomos de 2020 a 2023, quando ocorreram os picos mais altos.
Vale explicar que as chamadas causas externas de mortes envolvem lesões de trânsito (acidentes), homicídios, suicídios, quedas e outros tipos de violência. Entre 2010 e 2023, em todo Brasil, foram registrados 19.375 óbitos por causas externas entre caminhoneiros, o que para o Ministério da Saúde, evidencia um crescimento expressivo.
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