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Cidades

Para ministro, pai que não vacina filho comete "ato de negligência e violência"

Em Campo Grande, Luiz Henrique Mandetta reforçou a necessidade de vacinação no Brasil

Por Mayara Bueno | 23/02/2019 16:25
Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde, durante discurso em evento. (Foto: Mayara Bueno).
Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde, durante discurso em evento. (Foto: Mayara Bueno).

Reforçando a vacinação no Brasil, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que veio a Campo Grande, neste sábado (dia 23), afirmou que comete “ato de violência e negligência” os pais que decidem não vacinar os filhos.

“A criança tem o direito a ser vacinada, só que não pode exercer. Então o pai ou responsável tem de assumir esse papel de levar a criança. Se ele acha, por alguma outra informação, não deve vacinar, o Ministério Público tem entendido que isso é um ato de violência e negligência e nós concordamos”.

O ministro comentou durante a agenda sobre a vacinação no Brasil, que tem mantido o Ministério da Saúde em alerta. Citou algumas ações que podem ser adotadas como forma de garantir que as pessoas fiquem “em dia” com o cartão de vacina.

“Tem estados que colocaram a exigência de apresentar na hora da matricula nas redes de ensino municipal e estadual”. O ministro citou, ainda, a possibilidade de ser exigido a carteira quando o funcionário fizer exames admissional, demissional e o periódico. “Nunca se pediu a regularidade vacinal, tem muita gente que nem sabe se está em dia ou não”.

Febre amarela e dengue – Casos de febre amarela em alguns estados do Brasil mostram que “o nível de vacinação está baixo”, pontuou. Ele lembrou que o País tem certificado de área livre da doença. Contudo, se começar a ter surtos da febre amarela, a consequência poderá ser exigir vacinação de quem vier de outros países. “Se isso ocorre, é ruim para os negócios, para o turismo, para circulação de um país livre”.

Sobre a dengue, o ministro afirmou que, neste ano, está em circulação o sorotipo 2 da doença, que, quando entra em contato com uma população previamente exposta, aumenta-se a chance de febre hemorrágica. "Que tem uma letalidade maior", disse o ministro. A vacina que o Instituto Butantan produziu está na fase quatro de um total de cinco, para averiguação da eficácia. "Tem grande expectativa de que possa dar as respostas de bons níveis de proteção pra ser disponibilizada. A gente não sabe em quanto tempo".